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terça-feira, 21 de junho de 2011

Livro de Jorge Linhares ... Desmascarando o inimigo



E-books Digitalizado e doado por:
Luis Carlos Oliveira Borges

Revisado por:







Artimanhas das
TREVAS
desmascarando o
inimigo






Índice

PARTE I - ARTIMANHAS DAS TREVAS
Introdução: Temos um Inimigo Mortal
1. Ataques Camuflados do Inimigo
2. Demonismo com Roupagem Nobre
3. Desalojando o Inimigo
4. Habitat Natural de Demônios
5. A Arma Preferida do Inimigo
6. Do Jeito que o Diabo Gosta
7. Olha o Dedo do Inimigo Aí!
8. Abrindo a Porta à Ação do Inimigo
Conclusão: O Inimigo de Olho em Nós

PARTE II - DESMASCARANDO O INIMIGO
Introdução
1. Nosso Inimigo Número Um
2. Espírito de Destruição
3. O Poder Sedutor do Maligno
4. Conversa Fiada do Diabo
5. Encarando o Diabo de Frente
6. Prisioneiros do Engano
7. Um Ser da Pior Espécie
8. A Base do Reino Satânico
9. Vitória e Derrota de Satanás
10. Ataque à Igreja
Conclusão







PARTE I
Artimanhas das
TREVAS




"Receio que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam corrompidas as vossas mentes..." – 2 Coríntios 11.3.
"Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios."
- 2 Coríntios 2.11.
"... porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz." - 2 Coríntios 11.14.






INTRODUÇÃO
Temos um
Inimigo Mortal

Eu não fazia idéia do sentido real da palavra Satanás, até o dia que eu vi uma jovem educada, delicada, uma menina-moça sair de madrugada para a rua em trajes de dormir. Apesar dos apelos veementes da mãe, ela começou a jogar pedra para o alto, e tentava acertar quem passasse por ali. O irmão seguiu-a e percebeu logo que ela es­tava possessa. Tentava dissuadi-la a voltar para casa, mas ela se esquivava.
"Meu Deus, o que estará acontecendo com mi­nha irmã? Ela está irreconhecível", orou. "Tem misericórdia."
"Não quero nada com você, não gosto de você", dizia ela ao irmão.
De repente saiu correndo rua abaixo, retirou a tampa de concreto da caixa do esgoto sanitário, que dificilmente um homem consegue erguer, e de joelhos pegou aquela água imunda, cheia de de­tritos de fezes e cabelo, e começou a beber aquela espuma escura. Bebia e dava gargalhadas.
Naquele momento chegou um pastor, chamado pela mãe, que morava na mesma rua. Quando viu a moça naquele estado, começou a orar, e o irmão juntou-se a ele. De mãos estendidas para ela, ordenaram:
"Espírito imundo, sai dessa menina; sai e nun­ca mais volte a esse corpo."
Ela correu da entrada da casa até onde está­vamos, e, ajoelhada aos nossos pés, disse o de­mônio:
"Eu não posso sair desse corpo; preciso de um corpo..."
"Sai do corpo dessa jovem, em nome de Jesus!" A moça recobrou logo a lucidez, e tranqüila perguntou:
"O que estou fazendo aqui toda suja, de cami­sola, a esta hora?"
Eles a abraçaram e conduziram-na para dentro de sua casa, e nunca mais o espírito maligno entrou nela.
Até há bem pouco tempo atrás as pessoas te­miam falar de Satanás. Ele sempre foi sujo, imundo, mas agia de forma tão sutil, capciosa, que em muitas igrejas não se podia falar no dia­bo. Quando alguém chegava possesso à igreja, rastejando, babando, falando em matar-se, os próprios pastores e líderes indicavam primeiro uma consulta a um médico, um psicólogo ou psi­quiatra.
Deus usa médicos, terapeutas, medicamentos, mas tudo isso são apenas acessórios. Nada pode substituir o poder de Deus; absolutamente nada.
Em muitos lugares Satanás está deitando e rolando, porque ali não se crê em demônios. Os casos de possessão são considerados problema psicológico.
Mas está havendo uma significativa conscienti­zação entre os evangélicos de que "nossa luta não é contra o sangue e a carne (coisas visíveis), e, sim, contra as forças espirituais do mal". (Ef 6.12.) Vimos aprendendo a resistir e expulsar o inimigo, onde quer que estejam atuando.
O único lugar onde se fala do diabo, onde ele é desmascarado, é a igreja evangélica. Se pararmos de falar do diabo, ele toma conta de tudo, destro­ça as famílias.
Muitas pessoas, que se autodenominam evan­gélicas, que lêem a Bíblia e têm até bastante co­nhecimento do seu conteúdo, não gostam que se fale no diabo, embora a Palavra de Deus esteja repleta de exemplos de pessoas que ficaram pos­sessas: Saul, Judas, Maria Madalena, entre tan­tos outros.
Quer queiramos quer não, temos um inimigo mortal. Desde que recebemos a Cristo, estamos sob a mira do diabo. Impedido pela presença do Espírito Santo em nós de entrar em nosso corpo e assumir o controle da nossa personalidade, faz de tudo para atrapalhar a nossa vida, destruir nos­sos relacionamentos, perturbar nosso lar. Está sempre por perto, à procura de brecha para cau­sar-nos danos. Seu alvo é destruir-nos. E ele não poupa nenhum de nós.
Para que o diabo não alcance vantagem sobre nós, não podemos "ignorar-lhe os desígnios". (2 Co. 2.11.)
Por outro lado, Deus conta comigo e com você para desmascará-lo e inibir sua atuação. Mas, para fazermos frente a ele, precisamos conhecer as estratégias e artifícios de que lança mão para levar a cabo seus intentos.






























capítulo um
Ataques Camuflados
ao Inimigo

Chegou certa vez à igreja uma senhora em bus­ca de ajuda. Desejava oração porque padecia com uma ferida na perna que não cicatrizava. Já havia tomado todo tipo de medicamento, mas em vão.
Quando desenfaixou a perna, o que vi fez meu estômago embrulhar. O quadro era terrível. Apro­ximei-me para olhar mais de perto e percebi que havia bichos mexendo-se na ferida, como vemos em animais mortos.
- Tenho médicos e enfermeiras que cuidam de mim, disse. Estou cansada de ir pra lá e cá, em busca de ajuda. Cada um diz uma coisa, dá um conselho diferente. Vim aqui porque isso está-me incomodando demais.
- A senhora é evangélica?
- Não. Mas gosto muito do evangelho e de ler a Bíblia.
- Já teve algum envolvimento com espiritismo?
- Sim. Inclusive sou admiradora do médium Chico Xavier, e gosto de ler seus livros.
- Não gostaria de entregar sua vida nas mãos de Jesus, e tornar-se nova criatura? Mudar de vida é romper com toda idolatria, com o que a família lhe ensinou a respeito de religião, e abraçar a verdade.
Diante de seu desejo de se render a Deus, colo­quei a mão sobre sua cabeça e invoquei o nome de Jesus, ordenando aos demônios que a estavam atormentando fisicamente e levando-a a envolver-se com espiritismo, que saíssem da vida dela.
Ela sabia que aquilo era resíduo do seu envol­vimento com espiritismo.
- Pastor, eu já eu não agüentava mais. En quanto o senhor orava, senti tudo formigando, queimando como se houvesse fogo na minha per na.
- Era a reação dos demônios ao perceberem que havia resistência a eles naquele momento.
Passada uma semana, ela retornou.
- Pastor, o formigamento aumentou. E parece que tudo está mais podre. Já não consigo dormir, não tenho paz. Depois que o senhor orou, parece que o problema se agravou.
- Confia, irmã. Os demônios estão relutando em sair, por isso estão dando os últimos gritos. Querem permanecer no seu corpo a todo custo. Aja com fé. Eu estou crendo que a senhora vai fi car curada em breve. Não precisa colocar mais a faixa, nem gaze; deixe Deus lazer o que ele tem a fazer. Tenho certeza de que logo essa ferida vai estar cicatrizada, porque não estou falando em nome de uma instituição qualquer, estou falando em nome de Jesus. Isso na sua perna não se traia de uma enfermidade comum, mas de uma ação demoníaca.
Em seguida mostrei-lhe na Bíblia casos em que as enfermidades tiveram origem maligna, como a mulher do fluxo de sangue, que perdeu todos os seus bens cuidando do seu mal, e só sarou quan­do se encontrou com Jesus. (Lc 8.43-48.)
Na quarta-feira seguinte começou o processo de cicatrização. E hoje, para a glória de Deus, sua perna está curada.
Enfermidades. Por trás de muitas enfermida­des pode estar a ação maligna. Ê uma das formas de ataque demoníaco camuflado. Muitos podem estar tomando remédios para um mal, quando precisam é de assistência espiritual.
Muitas vezes a pessoa pensa que "apanhou um jeito" nas costas, ou está com problema na colu­na, mas na verdade foi vítima de um ataque ma­ligno.
A Bíblia fala de uma mulher que andava encur­vada, e Jesus disse que Satanás estava por trás do seu problema. Um demônio havia entrado nela e colocado em suas costas um peso como se ela fosse um burro de carga. (Lc 13.11-16.) Jesus a libertou, e ela se endireitou.
Conheço pessoas de 40, 45 anos que parecem ter 80. Queixam-se de dor de cabeças dor na per­na, na coluna, na barriga, no pó, nos rins...
De modo geral os demônios colocam enfermida­des em pessoas descompromissadas com Deus, embora possa atacar também o evangélico.
Deus levantou o Hospital Evangélico em Belo Horizonte como instrumento para fazer frente a esse tipo de ataque maligno. Eles recebem cente­nas de pessoas por semana - umas intoxicadas por excesso de medicamento, muitas dependentes deles, outras possessas ou terrivelmente enfer­mas. Quando o capelão, pela manhã, começa a passar nos quartos para orar pelos pacientes, os demônios reagem.
"Não quero o senhor aqui."
Muitos saem dali salvos, curados, libertos pelo poder da oração.
Não tenho nada contra o uso de remédios. O que estou tentando dizer é que o próprio Hospital Evangélico compreendeu que muitas das doenças que enfrentam ali são resultado de possessão ou ataque demoníaco.
Loucura. Há algum tempo atrás fui à clínica Pinei visitar uma senhora. No momento da ora­ção, cercado por enfermeiras e outros pacientes, umas dez pessoas ao todo, fechei os olhos como de costume, e orei;
"Deus, em nome de Jesus, abençoa esse hos­pital, abençoa esses enfermos que estão aqui..."
Ouvi então uns barulhos, mas não dei atenção porque estávamos no pátio. Mas qual não foi mi­nha surpresa ao abrir os olhos: estavam todos caídos à minha volta, inclusive a pessoa a quem fui visitar.
Naquele momento conscientizei-me de que muitos dos que estão nos manicômios sendo submetidos a choques, presas a cama com cami­sa-de-força, estão possuídas por espíritos malig­nos.
A mulher que eu fora visitar, que estava acos­tumada a ser maltratada nos hospitais, que vivia às custas de medicamento, na verdade estava às voltas com um problema de possessão. O caso dela não era loucura.
Essa experiência deve nos alertar no sentido de não descartar a hipótese de que algo que parece tão natural pode ser um caso de atuação demo­níaca.
Um aparente caso de loucura pode ser um ata­que camuflado de Satanás. Foi só eu oferecer re­sistência, e os demônios ali alojados se manifes­taram.
Mendicância. O jornal Estado de Minas trouxe uma grande reportagem a respeito de um filósofo, homem de família rica e bem conceituada de Belo Horizonte, que afastou-se do convívio social para viver numa caverna, numa serra nas imediações da Capital, onde sobrevive de restos de comida, comendo insetos, caçando ratos.
- Por que você vive aqui, nessas condições? in­sistia o repórter.
Mas o homem não queria conversa; rosnava qualquer coisa e se afastava.
Ao contrário do que muita gente pensa, mais de 60% dos mendigos e andarilhos que vemos ao longo das BRs, ou sentados em um canto qual­quer, debaixo de viadutos, nas calçadas, andando sem rumo, não são pessoas incultas. Mas estão possuídas por um espírito desagregador, que os tira de dentro de casa, aparta-os dos familiares, e os faz vagar pelas ruas ou beiradas de estradas.
Só demônios podem levar uma pessoa a viver errante, não se incomodar com a sujeira e Falta de banho, e abandonar o convívio da família.
Em outra ocasião, eu estava com o carro para­do ao lado da igreja São José, debruçado no vo­lante aguardando o sinal abrir, e absorto nas questões que precisava resolver, quando um dos mendigos que ficam por ali levantou-se e disse alto no meio da rua, para quem quisesse ouvir:
"Eu não gosto de você, não quero nada com você. Esse povo todo que está aqui é meu (e apontou na direção da igreja). Mas de você eu não gosto."
Tomei um susto, e arranquei o carro todo arre­piado. Aquela pessoa estava dominada por um espírito das trevas, talvez uma legião. Apontou para a igreja por causa da idolatria praticada ali. Digo isso como alguém que vem de uma família italiana, e que já foi coroinha.
O possesso geraseno vivia nos sepulcros. (Lc 8.27.) No Egito, milhares de pessoas vivem em cemitérios, em meio às sepulturas e catacumbas, inclusive crianças.
De modo geral admitimos que há ação demoní­aca por trás do alcoolismo, do vicio das drogas, da ação de criminosos, nos antros de prostituição, mas convém admitir sua presença onde geral­mente não cremos que esteja. Demônios podem ser responsáveis por enfermidades, distúrbios emocionais, loucura, mendicância.
Nem toda enfermidade é apenas disfunção físi­ca; nem todos os casos de loucura são meros distúrbios mentais; mendicância não é apenas caso de alienação.
Não devemos ver demônio em tudo, mas também não descartar que ele pode estar por trás do que naturalmente não parece estar.























capitulo dois
Demonismo com
Roupagem Nobre

Satanás é sagaz. No seu objetivo de enganar as pessoas, sabe muito bem se disfarçar. Com uma fachada chamada "caridade" atrai e mantém ilu­didos milhares de incautos. Quem vai suspeitar de que atrás de creche, orfanatos e tantas outras obras sociais ele está entronizado?
Por trás de muita obra de caridade opera o mesmo espírito de engano que atuou em Judas, quando aquela mulher derramou perfume em Jesus. (Jo 12.3-8.)
"Pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento", disse o Mestre.
"Por que não se vendeu e deu aos pobres?", questionou Judas. "Por que não fazer uma cari­dade?"
"Não vem com essa conversa não, Judas, por­que você é ladrão."
Quem não sabe que a Legião da Boa Vontade é essencialmente espírita? Seu líder, o Paiva Neto, representa para seus adeptos, esses que vivem pedindo ajuda pelo telefone, exibindo obras soci­ais, o que o papa, um simples homem, pecador como qualquer um de nós, representa para os católicos. Só Jesus Cristo, embora submetido a todo tipo de tentação, não pecou; só ele, e ne­nhum outro ser humano, em toda a história da humanidade.
Por isso, cuidado para não entrar nessa onda de L.B.V. Só porque o líder fala em Jesus, cita seus ensinamentos, não significa necessariamente que seja algo bom. Jesus disse que surgiriam muitos falsos mestres ensinando em seu nome.
Quem olha para o Chico Xavier, com seu as­pecto deprimido e deprimente, pode ver o que Satanás faz através do espiritismo. Ê de dar pena. Por isso é lamentável ver o Gugu Liberato exibindo para todo o Brasil declarações desse médium.
Muitos freqüentam o chamado espiritismo "Mesa Branca", crentes de que ali só se faz serviço limpo, só se faz o bem. O que conta é a base desse espiritismo kardecista: a reencarnação. Uma rejei­ção ostensiva do sacrifício de Cristo. O indivíduo entra no céu por méritos próprios.
Espiritismo kardecista é demonismo tanto quanto o são os terreiros de macumba, umbanda, candomblé.
Maçonaria. Temos aqui na igreja judeus que eram maçons, e que se desvincularam, porque compreenderam o erro em que estavam incorren­do; suas famílias, já destruídas, foram restaura­das.
Não é de se admirar que a maioria dos lares de maçons estejam desfeitos, pois essa sociedade nada mais é do que demonismo com roupagem nobre.
Ninguém se torna maçom da noite para o dia. Primeiro a pessoa entra para o Rotary, Lions Clube ou outra instituição. E vale lembrar que a Bíblia não apóia todo e qualquer tipo de socieda­de. A maçonaria não é compatível com o evange­lho.
Graças a Deus pelas igrejas evangélicas que se posicionam contra a maçonaria. Infelizmente al­gumas apóiam e abrigam em seu seio maçons, e isso explica por que estão atoladas na opressão. Estão mais mortas do que vivas. A maçonaria é um dos maiores antros de demônios.
Preguei no sepultamento de um rapaz cujo pai, maçom, disse à beira do caixão:
"Quando você passar pela praça preta, fica tranqüilo que vou acertar as suas contas."
Meu pai foi maçom por mais de 60 anos. Mas escolheu Jesus, e queimou todos os seus livros de maçonaria. Não foi fácil. Os amigos deram-lhe as costas; sofreu todo tipo de ameaça; mas continu­ou firme na decisão de seguir Jesus.
Qualquer ideologia ou filosofia de vida, seita, movimento ou religião que pregue o auto-aperfeiçoamento por meio de determinada con­duta religiosa, boas ações, abstenções, práticas devocionais ou através da reencarnação, anula o sacrifício de Cristo; e isso não é cristianismo, é demonismo.




























capitulo três
Desalojando o Inimigo

Rodando certa vez em companhia de um amigo engenheiro pela rodovia que liga o aeroporto de Confins a Belo Horizonte, ele me disse:
"Pastor, sempre que passo nesse cruzamento, sinto meu carro sendo puxado para o lado. E não há nada de errado na construção da estrada."
Depois fiquei sabendo que aquele era o ponto de maior índice de acidentes em todo o percurso.
Só o poder de Deus faz Satanás sair de onde está atuando. Não adianta acender vela, oferecer-lhe cachimbo, cachaça. Não adianta tentar agra­dar ao diabo, nem fazer o que ele quer. Precisa­mos fazer o que Deus já ordenou - expulsá-lo.
Há demônios habitando veículos, empresas, casas comerciais, lares, indústrias. Alojam-se nos ambientes onde não encontram resistência à sua ação.
Certo homem me procurou queixando-se do volume de cheques sem fundo que sua empresa recebia por dia.
Você deseja que Deus intervenha a seu favor. Então precisa dar-lhe provas de seu amor. Por exemplo, fechar o comércio no dia de mais movi­mento e cultuar a Deus lá na loja. Seria capaz disso?
- Sábado é que dá maior movimento.
- Então vamos no sábado para a empresa e ficar em oração lá dentro. Há demônios alojados ali, é eles tem que sair, no nome de Jesus.
- Mas, pastor, tenho muitas contas a pagar durante a semana... e não posso abrir mão da entra da do sábado.
- E de que adianta continuar vendendo e recebendo com cheques sem fundo? A decisão é sua.
Ele acatou minha sugestão, e colocou um aviso na porta:
"não funcionaremos hoje. segunda-feira expediente normal."
Não, irmão. Não são esses os dizeres. A placa deveria ser:
"fechado para que se expulsem os demônios do recinto."
Já pensou a repercussão?
Fui para lá, e a portas fechadas repreendemos Satanás. Ele disse que pela primeira vez se torna­va plenamente consciente da presença de demôni­os num local.
Uma empresa de ônibus que interliga grande parte do território nacional vinha sofrendo um. ín­dice assustador de acidentes por ano envolvendo seus veículos. Entrou um evangélico para traba­lhar ali, e pediu ao patrão que permissão para orar pela empresa. E desde então os acidentes cessaram.
De uns tempos pra cá a prefeitura vem demo­lindo algumas construções e fazendo uma limpeza nas proximidades do complexo da Lagoinha, co­nhecida até então como parte da zona boêmia de Belo Horizonte. Aquela região era um lugar terrí­vel: pobre, sujo, imundo. Tudo por ali parecia en­cardido. Quando em cima no viaduto, chegando à Afonso Pena, olhávamos à direita, o quadro era deprimente. Quem não conhece a fama da rua Guaicurus?
Outros pontos da cidade estão igualmente abarrotados de demônios: esquinas onde se pos­tam os travestis; pontos de partida das garotas para as casas de massagens; pontos de drogas; ruas onde tudo é sujo; setores onde grassa a po­breza.
Os demônios que Jesus expulsou do geraseno rogaram que não os mandasse para fora do país. (Mc 5.10.) Preferiam ficar ali. Mas Deus escolheu a você, escolheu a mim para que juntos nos le­vantemos e expulsemos os demônios que atuam em nossa cidade.
Quando me aproximei da entrada de Conselhei­ro Pena, uma cidade no interior de Minas onde iria pregar, comecei a me senti mal, tive tontu­ras, um mal-estar terrível.
"Deus", orei, "em nome de Jesus, estou aqui por causa do Senhor. Seja qual for o demônio que tenta dominar essa região, vai ter que sair."
Em questão de uns cinco minutos senti-me completamente livre.
Quantos pais têm chorado pelos jovens que estão envolvidos com drogas em nossa rua, bair­ro, cidade? Quantas jovens estão-se perdendo na nossa vizinhança?
O homem a quem Jesus libertou, arrebentava as correntes com que tentavam prendê-lo. Claro que a força que exibia era de Satanás.
Alugamos um apartamento numa praia no Es­pírito Santo, e tão logo entramos minha esposa disse:
- Jorge, sinto que há opressão aqui dentro...
- É, antes de nós entraram muitos demônios, mas já damos um jeito neles com a vassoura de Deus. Vamos dar uma varrida espiritual em todos os cantos. E eles vão ter que sair, onde quer que estejam: assentados no fogão, dentro do forno, no guarda-roupa, no quarto, nas camas...
Abrimos portas e janelas e começamos a orar: "Vão saindo, demônios, em nome de Jesus. Somos servos do Deus Altíssimo, e não vamos dividir o mesmo espaço com vocês. Aproveitem e levem junto os pernilongos. Vão saindo. Vão saindo."
Em seguida fechei a porta e disse:
"Anjos de Deus, podem entrar."
Quantas pessoas saem de férias e não têm um momento de paz. Por que será?
Certa vez, em viagem para São Paulo, paramos num lugar para almoçar. Num ponto de destaque no restaurante havia um preto velho, e ao lado dele um copo de cachaça. O rapaz do caixa disse que toda semana o preto velho bebe a cachaça.
- Ela desaparece, não lentamente como se tivesse exalado. E se a gente acrescenta groselha, ele bebe tudo, completou.
(A avó da minha esposa colocava balas, pirulitos e dinheiro para os meninos de Angola do centro espírita - Cosme e Damião são as mesmas en­tidades -, em cima do armário em sua casa, e tudo desaparecia misteriosamente.) Parei em frente ao preto velho, e disse: "Sorte sua que eu não moro aqui; se eu morasse você não ia beber uma gota de cachaça, porque eu ia meter a mão na sua cabeça, e ordenar que suma. Vou almoçar agora, e você fica quietinho aí, amarrado em nome de Jesus, porque vamos nos assentar ali à mesa e tomar água mineral, refrige­rante..."
O rapaz, com um baralho na mão, arregalou os olhos.
- Sou pastor, disse a ele. Quando entro, amarro os demônios em nome de Jesus. Fica esperto aí. E escute bem: cada carta dessas tem um demônio. Se cuide, rapaz.
Você já parou para buscar de Deus discerni­mento para saber que tipo de demônio atua na rua, prédio ou condomínio onde mora? Por que será que Deus o colocou ali?
Na minha rua havia quatro centros espíritas. Hoje só há um. O namoro ali mais parecia relação sexual ambulante. Era a maior pouca-vergonha. O dono do centro é proprietário do imóvel. Outro dia ele passou em frente à nossa casa, e depois de conversar com a tia de Glenda que mora conosco, disse:
- Olha, aparece lá no meu centro. Temos trabalhos às quartas e sextas-feiras.
- Ei, ela não vai ao centro. Quem vai sou eu, disse a ele.
Estou orando e me preparando para esse dia. Já comprei uma Bíblia para dar a ele de presente.
É assim que tem que ser. Não podemos admitir que demônios morem em nossa rua. Temos que resistir a eles, até que desocupem a região.
Ao desembarcar na terra dos gerasenos, Jesus topou com um moço possesso que morava nos se­pulcros, e a tal ponto furioso que ninguém ousava passar por aquele caminho. O diabo já tinha to­mado conta do espaço; ele é que mandava ali. Mas Jesus não se intimidou. O possesso veio correndo ao seu encontro, prostrou-se aos seus pés e disse: "Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?" Prestou atenção ao que demônio disse: "Jesus, por que vieste perturbar-me?" Por que veio tirar o meu sossego? Por que veio me desalojar. Aqui estava tão bom. Não me expulse para outro país. Não me force a invadir área de outro."
Mas, quando Jesus passava por um lugar, os demônios tinham que desocupar o espaço. Os demônios pediram que Jesus não os mandasse para fora do país. Queriam permanecer na região. Se fizeram esse pedido, é porque temiam que Jesus os expulsasse dali.
É nossa responsabilidade limpar nossa casa, rua, bairro, cidade. Se demônios estão dando sopa por aí é porque estão achando lugar. Compete a mim e a você não aceitar esse estado de coisas. Precisamos, inclusive, limpar a família em que nascemos.
Se somos o único evangélico na casa, ou ambi­ente de trabalho, precisamos assumir o controle espiritual do lugar em que vivemos, ou trabalha­mos, e repreender determinado tipo de conduta dominante na vizinhança. Satanás pode usar nos­so patrão, cônjuge, parentes para nos atacar e in­timidar. Comece a ministrar e ordenar!
"Demônios, vão saindo desta região; saiam da rua onde moro..."
Quando me converti, meu primeiro ímpeto foi querer limpar a nossa casa, queria tirar os objetos de macumbaria e idolatria que minha mãe tinha, os ídolos, as imagens, terço, oratório, mas eu não era o dono da casa, e ela também não deixou.
A verdade é que tive que conviver uns quinze anos com todas aquelas coisas consagradas a de­mônios, vendo a minha mãe envolvida em trevas, naquele ambiente carregado de espíritos malignos. Depois de se converter ao evangelho, ela mesma ajudou na limpeza. Mas enquanto vivi sob o mes­mo teto que ela, assumi o controle espiritual do ambiente, anulando a atuação maligna, na auto­ridade do nome de Jesus.
Os demônios têm sua estratégia para dominar espaços físicos. Onde se instala um motel, logo aparecem mais dois, três. O espírito da pomba-gira atua no local.
Muitos, ao invés de orar expulsando os demô­nios, fazem uma lamúria a Deus: "Ah, Senhor, se esta for a tua vontade... sabes que sou sofredor..."
Não é assim que se enfrenta o inimigo. Temos que encará-lo com coragem e usar de ousadia e autoridade: "Demônios da tristeza, discórdia, im­pureza, avareza, rebeldia, maledicência... eu os resisto neste momento, e vão saindo da minha vida, da minha casa, do meu casamento, dos meus negócios, em nome de Jesus."
É assim que Deus deseja que seu povo aja. A orientação que deu a Israel não foi que saísse pe­dindo licença ao inimigo. A ordem, ao contrário, era que os hebreus destruíssem todos que encon­trassem pela frente, todos que se interpusessem entre eles e a terra prometida.
Só vamos incomodar os demônios que se ins­talaram na nossa cidade e tentam assumir o con­trole dela, no dia em que levantarmos uma ban­deira em nome de Jesus, Senhor absoluto, Sobe­rano, dono de tudo. Aí, sim, Satanás vai tremer nas bases, e se curvar diante dele.
Devemos não apenas resisti-lo, mas também expulsá-lo. Não vamos querer dividir o mesmo es­paço com o inimigo, não é?






























CAPÍTULO QUATRO
Habitat Natural de Demônios

Quando Deus expulsou Satanás do céu, foi ati­rado à terra, e aqui seus súditos procuram se es­tabelecer. Mas alguns lugares e ambientes dão-lhes acolhida, e ali eles se sentem "em casa". Ve­jamos alguns deles.
Cemitérios. Quando os demônios se apossa­ram do gadareno, para onde o levaram? Para o cemitério. Tiraram-no da cidade, do contexto fa­miliar, para fazê-lo vagar entre os sepulcros, entre cadáveres.
Prisões. As celas nos presídios estão cheias de demônios. Só quem já entrou ali sabe do que es­tou falando. O diretor de uma das maiores casas de detenção de Minas diz que o ambiente ali den­tro é terrível; sente necessidade de muita oração em seu favor. Ele está lidando com pessoas que no instante em que estão bem, que parecem ser amigos, podem pegar um deles ou um companheiro de cela e matá-los sem um pingo de remorso.
A gente conversa com certos presidiários e não consegue acreditar que uma pessoa aparente­mente inofensiva foi capaz de matar dez, quinze. Cada vez que um preso retorna a um lugar des­ses, fica mais cheio de demônios.
Hospitais. Quando entramos num hospital es­tamos entrando num verdadeiro antro de demôni­os. Na qualidade de pastor entro em CTI, e já vi enfermeiras e médicos possessos, e tive de repre­ender os espíritos que ali estavam, A gente vai lá orar por enfermos, e quando volta para casa vêm demônios atrás.
Zonas de prostituição. Preste atenção quando passar por locais conhecidos pela práticas da prostituição: os mendigos estão todos por ali; o aspecto do lugar é feio, sujo. Quando subimos o viaduto da Lagoinha, rumo à cidade, e olhamos pra baixo à direita, não se vê uma casa de boa aparência. Há lixo até nos beirais das janelas, nas marquises. O cenário é deprimente.
Motéis. Nem em sonho o evangélico deveria le­var a esposa a um motel. E os que agem dessa forma tão temerária argumentam que estão com a própria esposa. Que mal pode haver?
Ninguém precisa ir a um motel para ter prazer na intimidade com seu cônjuge, porque estará entrando em ambiente satânico. Não precisamos procurar o que o mundo tem. As Escrituras dizem que nosso leito deve ser sem mácula. Ninguém é capaz de transformar um quarto de motel em um ambiente puro, sem mácula. O mais provável é que isso se tornará uma isca satânica, em vez de um lugar de satisfação.
Num dos encontros de casais que promovem os rada última sexta-feira do mês, admoestei os ca­sais que vão para motéis em busca de novidade na relação, ou a título de comemorar alguma data importante para o casal, ou simplesmente quebrar a rotina.
Terminada a reunião, enquanto tomávamos o lanche, passei por três casais que estavam rindo, comentando em tom de desaprovação o que eu havia falado. Dois saíram da igreja, e já estão di­vorciados.
Os freqüentadores de motel fiquem sabendo que quando saem dali espíritos malignos responsáveis pela impureza os seguem para o seu lar. Afinal, se você freqüenta o ambiente deles, por que eles não podem ir ao seu? Você foi lá convidá-los!
É esse o recado do diabo para eles:
"Já que você vem ao meu ambiente, eu também vou ao seu."
Ambientes sujos. Quando os demônios viram que iam ter que sair do gadareno, pediram per­missão para quê? Para entrar numa manada de porcos. Por que não escolheram um bando de pombas? Porque onde há sujeira, ali eles se sen­tem bem.
Aquele lugar era uma cidade de criadores de porcos, cheia de pocilgas. Consigo até imaginar o Cheiro mau nas redondezas. Viajando, já passei por lugarejos que rescendem a chiqueiro, onde tudo parece sujo. Porcos andam livres pelas ruas.
Cuidemos com a sujeira nos quintais, quarti­nhos de despejo cheios de teia de aranha, cantos cheios de entulhos. Vamos amontoando coisas "que um dia podemos precisar", que um dia "pode ser útil", mas que só servem para ajuntar barata.
Precisamos então fazer uma limpeza em nossa casa, jogar certas coisas fora.
Atentemos também para os ambientes que têm fama de lugar de fofoca, como salão de beleza, barbearia, sem esquecer as casas de jogos. Os demônios andam às soltas nesses lugares.
Embora alguns ambientes sejam facilmente re­conhecidos como habitat natural de demônios, onde têm eles total acolhida, e se "sentem em casa", como os que acabamos de citar, não signi­fica que não habitem ambientes saudáveis, luxuo­sos, ou aparentemente neutros.
Um restaurante chique pode estar tão infesta­dos de demônios quanto uma capela cheia de imagens e crucifixos. Basta que se lhe dêem aco­lhida ou abram brecha à sua atuação.
Sedes de governo. Fomos convidados, eu e al­guns pastores, para orarmos por um ex-prefeito de Belo Horizonte. Ele se ajoelhou, e impusemos a mão na sua cabeça. Fiz uma oração invocando a bênção e a sabedoria divina sobre ele, para que administrasse bem a cidade, quando então o Espí­rito Santo me repreendeu. Se eu estivesse orando por um chefe de centro espírita, será que seriam aqueles os termos que usaria? Como deveria estar orando? Como um dos pastores que ali estavam:
"Demônios que atuam neste ambiente, nós os repreendemos em nome de Jesus. Não aceitamos sua presença aqui na prefeitura; saiam todos. Vão saindo um a um. Este lugar não lhes pertence..."
Foi aí que me despertei. Estar diante de uma autoridade, um homem fino, educado, não muda o fato de que aquele é um lugar onde os demônios deitam e rolam. A sede de poder cega, e as pessoas são capazes de qualquer coisa para conquistar e manter o poder. Todos sabemos dos envolvi­mentos de líderes políticos brasileiros com viden­tes, inclusive presidentes.
Por isso, a mesma atitude que tomamos frente a um possesso, ou diante de um altar de imagem de santo, deve nortear nossa postura quando na casa suntuosa de um executivo, ou no palácio do pre­sidente, ou governador, ou em presença de qual­quer autoridade do povo.
Tomemos cuidado ao entrar e sair de determi­nados locais e ambientes. Corremos o risco de sair mal-acompanhados.


































capitulo cinco
A Arma Preferida do Inimigo

Conta-se que, numa noite de carnaval, um ho­mem fantasiado de diabo foi surpreendido por uma tempestade, e procurou abrigo no hall de entrada de uma igreja, à hora do culto. Faltava energia elétrica. Podemos imaginar o susto que le­varam alguns quando um relâmpago iluminou aquela figura excêntrica recostada na porta da igreja.
Em filmes de terror, quadros, pinturas, Satanás é retratado como tendo chifres, queixo fino, barbi­cha, cascos como de animal, rabo, olhos verme­lhos, olhar feroz, e usando uma capa vermelha e preta. E a gente acaba acreditando que é assim mesmo sua aparência.
Se ele aparecesse dessa forma seria muito fácil identificá-lo. A reação natural de muitos seria sair correndo. Se entrasse na igreja ostentando unhas enormes, dois chifres e uma capa preta, diríamos:
"Ei, você aí, você é o capeta. Somos todos con­tra você; e nosso alvo é acabar com a sua raça..."
Conclamaríamos os irmãos a estender as mãos na direção dele e orar. Ele naturalmente jogaria a capa sobre a cabeça e sairia dali como uma bala.
Acontece que ele é o enganador. Se é engana­dor, como vai se mostrar? Como realmente é? Cla­ro que não. Ele usa de artimanhas. A astúcia é sua arma preferida. Ele se mostra com uma aparência boa, agradável, atrativa, sedutora.
A cada um de nós se apresenta na forma e am­biente que não acreditamos que ele é capaz de se manifestar.
Ele nunca mostra sua verdadeira cara.
Nos lugares bonitos, sofisticados, ambientes limpos, como Satanás atua? Através da astúcia, malícia, mentira e engano.
Por trás das contendas e divisões está o seu dedo. Tenho dado assistência a famílias ricas, que vivem em casas lindas, mas os filhos estão todos divididos; o clima é de agressão, acusação, ódio.
O diabo atua também através das finanças. Em torno do dinheiro estão as chantagens, assédio sexual, patrões oprimindo funcionárias. Ganân­cia, acusações, palavrões, traição, inimizades -tudo isso está presente em ambientes aparente­mente ótimos: limpos, bonitos, sofisticados.
Espírito de competição. Muitas vezes as pes­soas saem para jogar uma bola por lazer, e de re­pente começam a brigar, sem que nem pra quê. Pessoas que não admitem perder, que querem ga­nhar a qualquer custo prestam-se a ser instru­mento do maligno para transformar algo bom em ruim. Ele é perito em "estragar a festa".
Pura destruir a mim ou a você o diabo não usa de meios drásticos, mas de sutilezas. Nossa difi­culdade é que os casos em que atua a malícia exi­gem discernimento.
A jogada do diabo é levar-nos a crer que ele só está agindo na vida de bêbados, adúlteros, efemi­nados, possessos, prostitutas, ladrões, assassi­nos, viciados, garotos de programa. Ele pode estar na vida de pessoas que não bebem uma gota de cachaça. Está também em plena ação dentro das igrejas, nos lares evangélicos, agindo de maneira tão natural, que nem é percebido.
"O próprio Satanás se transforma em anjo de luz..." (2 Co 11.15.) Esse seu atributo é sua maior arma para nos enganar.
Para aqueles que têm problema na área sexual, ele se apresenta na forma de uma bela secretária ou colega de trabalho; nas cenas de sexo que a TV exibe em cenários lindos e sedutores, carregados de emoção, e bem diferentes da rotina que vive­mos com nosso cônjuge. Seu apelo, nesse caso, é a beleza.
Ele não é bobo de fazer propaganda de si mes­mo na TV mostrando-se como é. Do contrário, até aqueles que vivem em trevas espirituais o distin­guiriam.
Ele prefere se exibir nas luzes, brilhos e lindos cenários das boates. Nos quartos de motel bela­mente decorados.
Nos barzinhos ele não exala seu cheiro caracte­rístico de enxofre queimado. Quem pensaria em adulterar com uma linda mulher cheirando a en­xofre, aquele cheiro que arde as narinas? Qual­quer um daria um chega pra lá nela.
Que mulher trairia o marido, envolvendo-se com um patrão todo suado, fedorento, que não toma banho?
O infiel se apresenta todo produzido, perfuma­do, com todos os atrativos de que puder lançar mão. E o que está por trás de todo esse empenho? O diabo. Bem disfarçado, usando o corpo de al­guém, vai fazendo suas vítimas sem ser notado.
Nas novelas, ele se mostra em cenas maravilho­sas, em que belas mulheres aparecem elegante­mente bebendo um copo de whisky, num clima de paixão.
Assisti certa vez a uma reportagem que me dei­xou impressionado. É o tipo de cena que não gosto de ver. Documentava o comportamento de onças, leopardos, leões e lobos quando estão com fome. Eles se aproximam sorrateiramente das manadas, mas não atacam de uma vez. Chegam brincando, e vão isolando a presa do restante do rebanho. Eles não chegam brigando. Os lobos, principalmente, são terríveis. Não consigo esque­cer a cena em que eles correram atrás de um fi­lhote de zebra. Quando a mãe foi defender o fi­lhote, eles o deixaram e partiram para cima dela, e em questão de minutos a destroçaram, arrancan­do lhe pedaços.
E assim agiam também os outros animais. Co­meçavam a brincar e a atrair os filhotes, e quando a mãe assustava, estava sozinha.
O diabo usa da mesma artimanha. Não ataca ferozmente de uma vez. Ele vai chegando devaga­rinho, vai cercando, até que, quando nos aperce­bemos, estamos sós e indefesos.
Precisamos colocar de vez na cabeça que o diabo não vai se aproximar de nós de forma agressiva, mas com astúcia.
Certo dia uma mulher ligou para mim:
Pastor, o senhor poderia dar uma chegada aqui na loja?
Só mais tarde. Serve?
Sim, espero o senhor. Mas gostaria de lhe fa­lar em particular, sem a presença de sua esposa.
- Espere aí. Por que não posso levar minha es posa?
- É que quero lhe fazer uma surpresa.
- Seu marido vai estar aí? -Sim.
- Passo aí na hora em que estiver indo embora. Pensei que ela desejava me dar um presente
para eu levar para casa. E como garantiu que o marido estaria presente, fui tranqüilo.
Entrei no escritório da empresa, mas o marido não estava lá. Só havia ali uma funcionária, que saiu pouco depois. Ficamos sós.
- Pastor, o que eu queria era fazer uma aliança com o senhor, disse.
Enquanto ela falava notei uma caixinha de promessa sobre a mesa. Abri, retirei uma, e li si­lenciosamente: "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças. Pelo contrário, juntamente com a tentação vos provera livramento de sorte que a passais suportar." (1 Co 10.13.)
- Pastor, estou apaixonada pelo senhor.
- Você está brincando... Você só pode estar brincando!
Levantei-me e disse:
- Deus a abençoe. E esse espírito de pomba gira que está em você não vai passar para mim, não. E que Deus tenha misericórdia de sua vida.
Saí logo dali e fui embora. Por que se tratava de uma artimanha demoníaca? Porque não havia a menor possibilidade de uma mulher tão bonita, bem apessoada como aquela, apaixonar-se por mim. Tudo foi montado para favorecer uma aventura. Mas eu percebi logo que era uma cilada do inimigo, e, como temo a Deus, não cedi; eu já sabia que o diabo se nos apresenta como anjo de luz. Ele não ia tentar me seduzir com uma Moura Torta.
Ele sempre nos oferece o que é belo, de boa aparência. Pra quê? Para destruir a nossa vida. foi agindo assim que ele já derrubou muitos líde­res, destruindo suas famílias, causando muita dor e tristeza, dividindo igrejas, comprometendo a confiança das pessoas nos pastores.
Uma mulher temente a Deus envolveu-se com o chefe de serviço, e caiu em adultério. Às vezes tudo começa com uma brincadeira inocente - o chefe pega no cabelo dela, conta uma piada imo­ral, faz um comentário picante a respeito da roupa dela, de sua aparência, e até mesmo um elogio aparentemente inocente - e ela vai aceitando. Daí a pouco começa a gostar. Sem mais nem menos um começa a esbarrar no outro, encosta daqui, encosta dali, e quando menos esperam, o diabo passa lhes uma rasteira chão.
Estamos na mira do diabo, mas ele não ataca de modo ostensivo; usa de astúcia, como os lobos quando se acercam dos animais que desejam destroçar.
Precisamos orar no sentido de que Deus não nos deixe ser iludidos por Satanás. Que nos con­ceda graça e misericórdia para discernirmos todas as vezes que o diabo se nos apresentar como anjo de luz.
Cuidemos para não sermos enlaçados por Sa­tanás. Ao sermos tentados, meçamos as conse­qüências de ceder aos seus apelos e insinuações.























capítulo seis
Do Jeito que o
Diabo Gosta

O diabo sabe destruir uma festa, acabar com um passeio, estragar uma reunião. É o doutor "desmancha-prazeres". Sabe levar tristeza onde há alegria, dor onde há prazer. E para isso conta com a preciosa ajuda dos que "dão lugar ao maligno".
Muitas reações que julgamos normais têm por trás a ação maligna. Louco não é só aquele que sai amarrado para o manicômio. Muitos que an­dam por aí são candidatos a ficar "pinel". Estão atacados por um espírito de loucura.
Desequilíbrio emocional. Muito do que se chama por aí de "ataque de nervos", histerismo, que na verdade são ataques de ira, tem tudo a ver com a ação maligna.
Se existe algo que o diabo aplaude é gente ner-vosinha. Motoristas irados no trânsito, que não suportam esperar o sinal verde, e antes que ele abra já disparam a buzina impacientes, irritando quem está à sua frente e fazendo o pedestre correr agoniado. Pessoas que, dominadas pela raiva, atiram objetos ao chão ou pela janela - aliás, uma cena bem comum nas novelas, em que a persona­gem puxa a toalha da mesa e joga tudo ao chão. Pais que se atiram sobre os filhos, e os espancam como se tivessem diante de um bandido. Pessoas que dão murro na mesa, chutam cadeiras, que­bram pratos, que metem o pé nas coisas. Mulheres que jogam objetos no marido. Mães que atiram nos filhos o que têm nas mãos.
Esses tipos de comportamento são sintomas de ataques demoníacos à mente do indivíduo. Tais pessoas criam um clima de opressão no ambiente. Não é sem razão que a Bíblia recomenda que to­memos o "capacete da salvação". (Ef 6.17.)
As setas que o inimigo lança à nossa mente visa também a tornar-nos ansiosos. O filho atrasa um pouco na escola, e a mãe não consegue fazer mais nada a não ser toda hora ir ao portão. Quando enfim chega, encontra a mãe se descabelando.
Seria bom de vez em quando perguntar a Deus:
"Senhor, será que há a ação de um demônio por trás desse meu nervosismo? Desse meu constante estado de irritação? Desses meus ataques de his­terismo? Estaria o diabo agindo através de meu temperamento estourado ou amuado?"
Há pessoas que na hora da raiva ficam tão pos­sessas a ponto de jogar um prato de comida no chão. Outras são tão temperamentais que quase derrubam a casa por causa de um probleminha à-toa. Vão dormir com fome porque não acharam pronto o que queriam, do jeito que queriam. São incapazes de preparar elas mesmas o que querem comer. Quando chegam ao portão até o cachorro encolhe-se todo, põe o rabo entre as pernas e dá um jeito de se esconder. "Têm o temperamento do cão", dizem aqueles que com eles convivem.
Outros, por causa de uma coisa mínima, A hora de sair voltam da porta, se desarruma, por pirra­ça. E deixa o cônjuge ou os outros membros da família frustrados. Pessoas de todo imprevisíveis, insatisfeitas com tudo, "inconstantes cm todos os seus caminhos" (Tg 1.8), que não admitem ser contrariadas, do contrário fazem chantagem ou apelam para greve de silêncio. Isso é atitude normal? Precisamos resistir a esses tipos de instigação maligna.
Gritaria. Em algumas casas o que se ouve é gritaria o dia inteiro: "Abaixa o sommmmm! Desliga o rádiooooooooo! Cadê meu chinelooooooo... Meninossss...
É quanto basta para o diabo implantar ali o clima do inferno. Fique numa casa onde as pessoas gritam, e logo você percebe a opressão maligna.
Vamos atender ao que orienta o Espírito e co­meçarmos a nos disciplinar e aprender a falar baixo.
A Palavra diz: "Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritarias, e blasfemias, e bem assim toda a malícia."(Ef 4.31.) Ora, se Deus diz que de­vemos manter distância de tais práticas, é porque atraem coisas ruins.
Não demos "lugar ao diabo", porque onde ele entra é para causar destruição.
Estamos agindo ou reagindo do jeito que o dia­bo gosta, usando como desculpa "nosso jeito de ser"?

































capitulo sete
Olha o Dedo do
Inimigo Aí!

Minha filha Isabela era ainda bem pequena quando de repente começou a falar palavrões. Fi­quei intrigado para saber quem a estava ensinan­do. Era a empregada, que advertia:
- Não vai dizer perto do papai.
- Você vai ter que ir embora, disse a ela. Pode ajuntar suas coisas, que aqui você não fica mais.
Foi aquela choradeira, mas decidi não me dei­xar levar pelos sentimentos.
- Você está-se prestando a ser instrumento do diabo aqui em casa, e isso não vou aceitar, com pletei. Está agindo do jeito que o diabo gosta. Não aceito você ensinar nem dirigir palavrão a ne nhum da família.
Ela admitiu seu erro, pediu perdão e prometeu não mais repetir o feito. Está até hoje conosco.
Por que fui tão rigoroso? Porque sou o sacerdote do meu lar. Ninguém vai ditar as regras em minha casa e muito menos determinar o tipo de ambi­ente espiritual em que vamos viver.
Da mesma forma que Deus entra em muitos la­res através do testemunho de empregadas, Sata­nás envia aos lares pessoas a quem rir possa usar para causar seus estragos.
A grande demanda por secretárias do ar limita muito a seleção, e às vezes aceitamos em casa pessoas que podem nos causar muitos transtor­nos.
Toda vez que entrou empregada nova lá em casa, impus as mãos sobre a cabeça dela, fosse ela evangélica ou não.
Temos que ministrar sobre a vida da pessoa que participa da intimidade de nosso lar; impor as mãos sobre sua cabeça e repreendei qualquer es­pírito que porventura queira agir através de sua vida.
Precisamos não apenas ministrar, mas deixar claro:
- Olha aqui. Esse é um lar evangélico...
É o primeiro passo para você fechar a porta ao acesso e atuação do diabo no seu lar. O passo se­guinte é evangelizá-la.
Queremos, de preferência, em casa uma pessoa compromissada com Deus.
Estou cansado de ver famílias batalhando para servir a Deus, sofrendo oposição satânica, porque têm em casa uma empregada possessa. E com isso Satanás age livremente.
Um ex-pai-de-santo de renome nacional, ao dar seu testemunho em nossa igreja, contou o plano que arquitetava para colocar uma empregada em determinada casa, que servisse de contato para ele fazer o trabalho de separação do casal.
Cuidemos também com aqueles que entram em nossa casa para fazer um serviço qualquer, como pintor, eletricista, encanador. Podem ter sido sele­cionados por um secretário do diabo para entrar ali e fazer conexão com as trevas.
O rei Davi era bastante criterioso na escolha das pessoas que se acercavam dele e o serviam em sua casa:
"Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho, esse me servirá.
"Não há de ficar em minha casa o que usa de fraude; o que profere mentiras não permanecerá ante os meus olhos. " (Sl 101.6, 7.)
Como o diabo não pode entrar na vida daquele que tem o Espírito habitando cm si, tenta a todo custo alojar-se em sua casa e conturbar sua famí­lia.
Você que vive traçando planos para melhorar, parar de brigar com os filhos, evitar discussões em casa, sair de um cheque especial, livrar-se de um agiota, ser um cônjuge melhor, mas tudo dá em nada, abra o olho! Pode estar por trás a ação maligna. Toda vez que faz o propósito de mudar ou melhorar seu modo de viver, de repente tudo vai por água abaixo, ou se torna pior que antes. Luta, mas os esforços são vãos. Será que está lu­tando contra o inimigo errado? Nossa luta é contra as trevas. Quem tem consciência de quem ê Satanás sabe do que é capaz, e é bom não brincar com ele.
Pessoas ímpias dentro de nossa casa. Eu es­tava em casa de um irmão, no sul do País, cuja esposa me confidenciou:
- Pastor, meu marido trouxe um amigo para morar aqui, num cômodo no quintal, e eu estou adulterando com esse moço. Já falei com meu marido para mandar esse homem embora, mas ele argumenta que um amigo tem que ajudar o outro, que não vê problema em ele morar aqui.
Encontrei o rapaz na hora do jantar. Estávamos todos à mesa, quando meus olhos encontraram os dele. Insisti em olhar para ele, mas ele desviava o olhar. Passando por mim no corredor, disse:
- Não gostei de você.
- Nem eu de você.
- Ainda bem que vai ficar só três dias.
- E você vai sair hoje mesmo desta casa. Assentados para o jantar, ele desceu a mão para debaixo da mesa e começou a apertar meu joelho, da mesma forma que fazia com a mulher, na presença do marido. Olhei para ele e disse:
- Eu te repreendo em nome de Jesus.
Ele se levantou e foi para o quarto. Então o ma­rido, assustado, perguntou:
- O que foi, pastor? ele fez alguma coisa com o senhor?
- Não; esse cara tem demônios.
- Não pode ser; ele é tão bom; ele me ajuda arrumando coisas aqui em casa que não tenho tempo para olhar.
- Pois demônios entraram em sua casa através desse seu amigo. Dê um jeito de mandá-lo embora, se quiser sua casa livre deles.
Sua esposa estava chorando, mas não mencio­nei o problema que me confidenciou. Mas que isso sirva de alerta para muitos que, bem intenciona­dos, acabam acolhendo um mensageiro do infer­no. A verdade é que o diabo pode entrar em nossa casa através de amigos, cunhados, irmãos, sogra, mãe, pai.
O inimigo é oportunista. Quando surgiu no mercado brasileiro a cerveja sem álcool, o pastor de uma grande igreja comprou uma caixa e pôs na geladeira para tomar bem gelada. No domingo seguinte, na escola bíblica, a professora do filho dele perguntou:
- Sobre o que vocês gostariam que eu orasse em favor de seus pais?
- Eu quero que a senhora ore por papai, porque ele começou a beber. Ele tá comprando cerveja, disse seu filhinho de cinco anos.
A notícia espalhou-se rápido dentro da igreja: o pastor estava com problemas, estava bebendo. Al­guns irmãos chegaram a pensar na saída do pas­tor.
Para o diabo pouco importava se era com ou sem álcool, se cachaça ou cerveja. A ele interes­sava comprometer o exemplo do pai, tirar sua autoridade como homem de Deus. O que estava em jogo? O princípio da autoridade.
O diabo tentou usar um algo inofensivo para desacreditar aquele pastor perante seu rebanho, e assim destruir seu ministério. Por isso vale a ad­vertência de que nem tudo que é lícito, convém. (1 Co 6.12.) Nossa defesa é não ignorar-lhe os desíg­nios. (1 Co 2.11.) Abramos o olho!














capitulo oito
Abrindo a Porta à Ação do Inimigo

Há muitas maneiras involuntárias de atrairmos a ação do inimigo para dentro de nossa casa e permitirmos que ele traga opressão e tire a paz de nosso lar. E uma delas é introduzindo ali deter­minados objetos, aparentemente inofensivos.
Certo ocasião preguei alertando a igreja sobre a temeridade de se ter bebida alcóolica em casa, e uma pessoa muito querida disse que eu estava sendo radical. Ele mesmo não bebia, mas como ganhava muitas bebidas, acabou formando uma adega.
Chegando a casa após o culto, comentou que eu via demônio em tudo. Mas decidiu jogar uma da­quelas garrafas fora, uma que já tinha sido aber­ta. Quando começou a derramar a bebida na pia, sua filha de seis anos chegou para ele e disse:
- Papai, por que o senhor está jogando a nossa bebida fora?.
- Isso é ruim, filhinha. E por que você disse nossa bebida?
- Eu tenho uma no quarto só para mim.
- Então vai lá buscar.
Qual não foi seu desespero quando viu que a garrafa estava quase pelo meio. Foi para o quintal e quebrou todo o estoque, tomado de um ódio mortal. Depois me telefonou chorando. Foi quan­do confessou que havia criticado minha pregação, dizendo que era exagero da minha parte.
Não vejo demônio em tudo; vejo Jesus desejoso de desfazer tudo o que o maligno vem aprontando no nosso lar.
Nos centros espíritas o diabo nunca pede suco ou xarope de groselha. Quem já encontrou um vi­dro de suco de uva junto com um feitiço na esqui­na? Junto com a farofa, pé de frango, encontra­mos é cachaça, uísque, vinho, champanhe.
Quando ainda descrente fui a um centro espí­rita acompanhando um amigo. Eu mesmo nunca gostei dessas coisas. Vi ali uma menina ajoelhada levantar uma mesa com apenas uma das mãos.
- Esse é o espírito-guia a quem vamos pedir ajuda, disse o pai-de-santo.
- Olha, disse eu ao meu amigo, tô com medo desse negócio; a barra aqui tá muito pesada.
Antes, porém, de nos atender, o camarada virou garganta abaixo um garrafa de cachaça como se estivesse tomando uma cerveja. Pensei que ele fosse cair duro. Em seguida perguntou o que que­ríamos.
- O caso é com meu amigo,  falei. Ele tá que rendo aumento; ele é que quer.
O pai que leva uma garrafa de vinho ou cerveja para casa nem imagina que algo aparentemente inofensivo pode se tornar uma arma do diabo para comprometer sua autoridade diante dos filhos e iniciá-los no vício. E quando o filho começar a tra­zer bebida para casa, será que o pai vai poder abrir a boca e reprovar?
O inimigo nunca oferece de cara uma pinga. Começa com um vinhozinho, uma cervejinha. Ne­nhum alcoólico começa sua dependência com pinga.
"Não deis lugar ao diabo, é a advertência da Palavra. (Ef 4.27.) Não precisamos de bebida al­cóolica dentro de casa para nada. Muitos dizem que só usam bebida para tempero, Existem tantos temperos. Quantas pessoas cozinham tão bem sem precisar usar bebida alcoólica. Que o Espírito de Deus nos ilumine a esse respeito.
Bebidas. Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que aqueles que tomarem a firmo decisão de reti­rar qualquer bebida de dentro de (asa vão ver saí­rem muitos demônios que até então estavam agindo ali.
Revólver. Uma senhora descobriu que o marido a estava traindo. Desesperada, ouviu uma voz sussurrar-lhe ao ouvido:
"Há um revólver na mala dele"
Ela não sabia que havia revólver em casa, mas decidiu dar uma olhada na inala que o marido, caminhoneiro, usava em suas constantes viagens, e encontrou um 38 e um 22. Acariciou um deles, e levou-o à fronte. Seu filho entrou no quarto e, amedrontado, perguntou:
- Mamãe! A senhora vai morrer?
Ela guardou o revólver. No dia seguinte fiz-lhe uma visita. Ela tinha programado se matar na­quela noite.
Já realizei o sepultamento de um garoto morto pelo amigo que brincava com arma dentro de casa.
Quem não exerce atividade que requer uso de arma de fogo, não justifica ter esse tipo de coisa em casa.
Se a profissão o exige, a pessoa deve consagrar a arma a Deus; deve orar no sentido de que Deus não permita que o inimigo tire proveito da situa­ção.
O diabo sabe que casas têm revólver. Quem tem prazer em possuir armas e julga-se melhor prote­gido armado, pode estar certo de que há demônios em sua casa que não perderão tempo em instigá-lo a usá-las indevidamente, e fomentar em você o espírito de valentia.
Nunca é demais lembrar que "nossa luta não é contra carne e sangue". Pode estar certo de que demônios não perderão a oportunidade de usá-la para trazer tristeza, e provocar uma tragédia. Quem tem revólver deve se livrar dele, antes que o inimigo o faça objeto de desgraça.
Baralho. Em toda casa onde há baralho há também demônios. Infelizmente muitos evangéli­cos têm baralho, e desconhecem que foram demô­nios que inspiraram cada carta, com o objetivo de zombar de Deus. Julgam o jogo de cartas inofen­sivo, mas não é. E é bom que fiquem sabendo que quando se assentam para jogar uma partida ino­cente com os filhos, há demônios fazendo parte da roda.
O baralho foi criado para ridicularizar o evan­gelho. Win Malgo é quem esclarece a origem do baralho, suas implicações, e o significado de cada carta.
Será por acaso que ele é usado em cassinos? Feiticeiras e cartomantes usam-no para prognós­ticos. Se você tem baralho em casa, destrua; não dê para ninguém.
Meus filhos já ganharam uns dez baralhos, pre­sente dado muitas vezes por evangélicos. Quando percebiam que eu estava chegando, o baralho su­mia; quando eu saía, o baralho aparecia. E quan­do o pegava para destruir, o protesto era geral. Graças a Deus, hoje não é mais assim.
Se as cartas pertencem a alguém da família que não é convertido, é claro que não vamos destruí-las. Não é agindo assim que ganhamos nossos queridos para Cristo. Mas podemos pegar o carte­ado de baralhos, colocar sol) os pés, e ordenar:
"Demônios que atuam nestas cartas, dentro da minha casa vocês estão sem forças, amarrados, e sua ação anulada, em nome do Senhor Jesus."
Livros espíritas, de magia, esoterismo e Nova Era atraem demônios. Seria prudente os pastores que os adquirem para estudo deixá-los no gabi­nete pastoral. Quem os tiver em casa, deve destruí-los. (At 19.19.) Dá tristeza ver o Gugu Libe-rato prestar tão grande malefício ao povo brasileiro exibindo textos de livros de Chico Xavier em seus programas.
Músicas. Precisamos ser bastante cautelosos com os tipos de música que temos em casa. Aqueles que apreciam todo tipo de música pode de repente estar ouvindo uma autêntica adoração ao diabo. Muitos cantores populares consagram seus discos, fitas e CDs em cerimoniais espíritas, uns para alcançar sucesso rápido, outros para mantê-lo. Uma boa faxina na discoteca pode representar também uma faxina espiritual. Melhor é destruí-los. O que é indesejável no nosso lar, não deve servir para ninguém. O diabo era regente do coro celestial, e ele implementa a música mundana para oprimir. Por que não optar pelas músicas que glorificam a Deus e inspiram adoração?
Duendes. Uma senhora da igreja que deu ã fi­lha, na ocasião com seis anos, um duende da Es­trela, disse: "Desde o dia em que o duende entrou lá em casa, minha filha ficou com medo de dormir no quarto. Foi só tirar o duende, e o problema acabou", assegurou a mãe.
Vídeo-games que têm jogos de violência preci­sam de imposição de mãos dos pais. Filmes de terror na televisão têm sido um grande canal de entrada de demônios nas casas. A televisão tem um botão que faz dois clics: um para ligar e outro para desligar. Deus nunca vai mandar um anjo desligar sua televisão. A responsabilidade é sua.
Moda. A moda muitas vezes é ditada por súdi­tos de Satanás. A sensualidade manifesta-se nos decotes, aberturas nas saias, transparências dos tecidos. O mesmo pai-de-santo que comentou a questão das empregadas, disse que os donos de indústrias têxteis o chamava aos galpões, para consagrar aos espíritos os lotes de tecidos que de­veriam fazer sucesso na estação seguinte. O pro­pósito era que, ao ver os tecidos, o consumidor se sentisse seduzido por eles e tomados por um de­sejo compulsivo de adquiri-los. Mas, na autoridade do nome de Jesus, podemos abençoar as roupas que adquirimos, desfazendo a consagração. Cuidemos também com as estampas nas camise­tas. Os símbolos da Nova Era estão sendo divul­gados por todos os meios.
Fumo. O cheiro predominante no centro espí­rita é fumo se queimando. Li uma reportagem so­bre a questão do vício de mascar fumo, envolven­do os jovens nos Estados Unidos. Diz ainda que o fumo tem matado mais pessoas do que as drogas. Se incomoda aos governos, imaginem a Deus.
Artesanatos, objetos de decoração. As pesso­as vão à feira e levam para casa objetos que des­conhecem a origem, o significado e o tipo de pes­soas que vendem tais coisas. Entre dez feirantes aqui da igreja, que têm barraca na feira de arte­sanato, cinco eram macumbeiros, e consagravam aos espíritos todo seu material. Atenção também para os símbolos que vêm incrustrados nas jóias. Cuidado com o que você compra. Pode não ser um simples enfeite ou obra de arte.
Carrancas, objetos indígenas. Sabemos que os índios são místicos, e de modo geral vivem sob domínio de espíritos. Estive em tribos onde tudo era consagrado a espíritos malignos.
Cristais. Pirâmides. Assistindo certa vez a um programa de entrevista noturno de TV, ouvi o en­trevistado dizer que todos os dias se deita por duas horas debaixo de uma pirâmide, e sai dali energizado, cheio de fluidos bons.
Trata-se de mais uma artimanha das trevas, que atinge tanto o favelado quanto a elite no Bra­sil. ,
É inconcebível que uma pessoa como o Jô Soa­res, considerado uma pessoa inteligente no âm­bito nacional, tenha uma pirâmide na mesa no palco onde faz seu programa diário. É preferível ser inteligente aos olhos de Deus.
Há muita gente por aí que se julga intelectual, culta, que se apega a cristais e pirâmides. Quer engano maior que essa idéia de energização atra­vés de cristais?
Amuletos, objetos de macumbaria, feitiçaria e idolatria. Imagens de santos, crucifixos, tudo isso são indicação da presença de demônios no ambiente. O terço da vovó, ou bisavó, precisa ser posto no lixo e queimado. Que sentido faz guardar relíquia de morto? Guardar certas coisas em casa, seja a que pretexto for, é uma forma de dar boas-vindas a demônios.
Se no local onde você trabalha há tais objetos, e não tem autoridade de retirá-los, exerça autorida­de e amarre os demônios, anulando sua ação ali. A Bíblia é clara quando afirma que por trás de imagens há demônios. (1 Co 10.19, 20. )
Um pastor, depois de muito lutar para libertar uma moça possessa, só teve sucesso depois que arrancou-lhe do pulso uma pulseira cujo pingente era uma figa.
Plantas consagradas a espíritos são levadas para escritórios para trazer sorte; flores são envi­adas a certas pessoas com o propósito de se tor­nar o ponto de contato de demônios. Convém dar atenção a certos presentes que nos enviam. Ê só desconsagrá-los em nome do Senhor Jesus.
Fotos. Revistas. Pornografia. Uma passada de olhos nos álbuns de fotografia, uma boa folheada nas revistas e livros pode elucidar por que o espí­rito de impureza age em tantos lares.
Fui certa vez a um salão de beleza cuja propri­etária é evangélica, e fiquei surpreso em encontrar ali um livro sobre a magia dos cristais; folheei uma revista, e um dos artigos relatava experiênci­as sexuais de mulheres casadas com garotos de programa; outra trazia uma reportagem sobre os artifícios das mulheres para traírem o marido, sem serem descobertas.
- Irmã, disse a ela, você precisa selecionar me­lhor as revistas que deixa para as clientes. Isso aqui traz opressão, atraem demônios para dentro do salão.
A irmã, uma pessoa naturalmente dócil, que sempre me tratou com a maior educação, ficou alterada e até agressiva.
- Não, deixe isso aí. As clientes gostam. Não mexe, por favor...
Saí, e tão logo cheguei ao gabinete, ela ligou se desculpando.
- Pastor, não sei o que aconteceu comigo; eu não me reconheci; parece que algo gritava dentro da minha cabeça.
- Para você ver que eu tinha razão. Cutuquei em coisa demoníaca, e o inferno logo reagiu. Como você defendeu, o diabo sentiu se no direito de me atacar através de você. Nossa luta é contra as trevas. A Bíblia que fica exposta no salão, raramente alguém a abre, mas tais revistas são tão manuseadas que a capa solta.
Não apenas objetos, mas certas práticas abrem a porta não só da nossa casa, mas também de nossa vida à entrada do inimigo. Consultar ho­róscopo, medir nível de energia, leitura de mão, pode acarretar opressão. Quem se envolveu com tais práticas, mesmo que por brincadeira, deve renunciar a elas.
Um satanista disse a um jovem universitário que as pessoas que consultam esoterismo através desses telefones com prefixo 0900 não sabem com o que estão lidando nem o perigo a que estão-se expondo.
Você pode a essa altura estar perguntando: "Mas, pastor, tenho que me preocupar com tudo?"
É daí pra lá. A verdade é que uma boa faxina na casa, escritório, ambiente de trabalho, sob a ori­entação do Espírito, pode significar uma faxina espiritual e restituir a paz e a harmonia ali.


















CONCLUSÃO
O Inimigo de
Olho em Nós

Ponha na sua cabeça isso: você é alvo do diabo aqui na terra. E se não vigiar, ele pode passar-lhe uma rasteira; pode acabar com o seu ministério através de uma secretária, chefe ou colega de tra­balho; destruir sua vida por causa de sexo, ou or­gulho; arruinar sua família por causa de dinheiro, ou do seu temperamento.
O alvo dele é nos destruir. E nisso ele não poupa ninguém, principalmente os homens de Deus. Não foram uma nem duas vezes que demô­nios me atacaram. Já sofri terríveis dores de cabeça enquanto pregava, a ponto de esquecer o que ia falar.
Presidi durante quatro anos 1200 pastores da Igreja Batista Nacional, e não foram poucas as vezes em que colegas de ministério me confessa­vam:
"Pastor Jorge, o inimigo me pegou, conseguiu me passar uma rasteira."
Não brinquemos com o diabo; não nos iluda­mos. Ele pode nos acertar com suas setas. Para resisti-lo no dia mal, precisamos andar humilde­mente com Deus, revestidos da sua graça e do po­der do seu Espírito. Todos nós enfrentamos o "dia mal". E é esse dia que o inimigo tenta nos pegar. Ele sabe que estamos mais suscetíveis a cair. Ele é covarde. Não fossem seus ataques, não teríamos problemas de saúde, não enfrentaríamos dificul­dades na família, no trabalho.
"No mundo passais por aflições" disse Jesus. "Mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (Jo 16.33.)
Está enfrentando lutas em casa? Sua filha não quer mais vir à Igreja? O clima cm casa é de con­tenda, briga, confusão? Seu filho adolescente o trata com desrespeito? O inimigo quer que enca­remos tudo isso como natural. Mas precisamos orar, interceder por cada um de nossa família. To­dos somos alvo do ataque inimigo, mas podemos derrubá-lo e jogá-lo por terra.
Não são poucos os empresários que já me con­fessaram que, depois que começaram a ganhar dinheiro, foram deixando Jesus de lado. Atacados pelo inimigo, não resistiram e sucumbiram.
Não se engane. Estamos sob a mira do diabo. Ele conhece o ponto fraco de cada um de nós, e é por ai que ele vai atacar.
Os súditos invisíveis de Satanás trabalham in­cansavelmente contra nós.
Nosso papel é duplo. Primeiro não dar lugar ao diabo (não abrir espaço para ele atuar); segundo, expulsá-lo de onde estiver. Mande-o embora, seja de sua casa, ambiente de trabalho, lugar de lazer, etc. No nome de Jesus, todos temos autoridade para tal; não é prerrogativa de pastor.
Ver aquela cena dos lobos e leões isolando a presa do rebanho, para em seguida arrancar-lhe orelha, pata, dá idéia do que o diabo faz com aqueles que dão lugar a ele.
Deus é inimigo de Satanás; nós também temos que ser. O diabo é inimigo de Deus, mas é tam­bém nosso inimigo. Eu não quero nada com o di­abo.
O diabo é o pai da mentira; ele lança a mentira como se fosse verdade. As pessoas apegam-se ao que supõem ser verdade, ficam impressionadas, e em conseqüência tornam-se presas do engano. Vendo TV fico boquiaberto com as coisas em que as pessoas crêem e se apegam.
Estejamos atentos à advertência de Efésios 6.14: "Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a ver­dade."
Precisamos cuidar para não sermos enlaçados por Satanás; tentados pelo inimigo, meçamos as conseqüências de ceder aos seus apelos e insinu­ações.
Satanás tem ódio mortal de nós. Ele não está alheio a nós como parece estar. Mas, graças a Deus, podemos vencê-lo, porque a Palavra de Deus nos assegura:
"...maior ê aquele que está em vós do que aquele que está no mundo."
(1 João 4.4.)








PARTE II
Desmascarando
o inimigo

O diabo "foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira".
JOÃO 8.44.




Introdução

A igreja do Senhor no Brasil está no momento travando uma batalha sem precedentes contra as trevas. Demônios derrotados da Ásia, África, Eu­ropa e países latinos têm tentado estabelecer aqui seu domínio.
Milhões de pessoas do continente africano, que praticavam magia negra, estão-se convertendo. Segundo as estatísticas, nos próximos dez anos 80% da África será evangélica. E os demônios derrotados lá estão tentando alojar-se no Brasil. E nós não o podemos permitir.
Em toda a história de nosso país nunca se viu tantas apreensões de drogas, tanta sujeira políti­ca vir à tona. As revistas Veja e Istoé noticiam toda semana fatos que envergonham qualquer nação, qualquer povo, qualquer família.
Deus vem atuando no Brasil. A expressiva e crescente participação dos evangélicos na "Mar­cha Para Jesus", em várias capitais, dão sinal de como estamos crescendo.
Até algum tempo atrás algumas igrejas se preo­cupavam muito com o comprimento do cabelo, tamanho da saia, barba, televisão. Mas os pasto­res começaram a entender que o diabo não está nem aí para esses detalhes.
Satanás não está preocupado com nossas regrinhas, mas com a Palavra de Deus que é citada no púlpito. Ele teme é a verdade.
Estamos vivendo um momento muito significa­tivo da nossa história. O diabo tem todos os moti­vos do mundo para estar apreensivo, amargura­do, irado, nervoso, porque é grande o número de pessoas que estão-se abrindo para o evangelho, e isso de todas as camadas sociais. Milhares de brasileiros têm abandonado a idolatria, a feitiça­ria, o espiritismo, e abraçado Jesus.
O diabo, porém, luta em Iodos os sentidos para não perder terreno, porque sabe que sua derrota final é apenas questão de tempo. Enquanto isso, vamos à luta.






























capitulo um
Nosso Inimigo
Número Um

"Num dia em que os filhos de Deus vieram apre­sentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.
"Então perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela. " (Jó 1.6, 7.)
A obra satânica está espalhada por todos os continentes. Em muitos países existem comuni­dades de adoradores declarados de Satanás.
Ele tem conseguido que milhares se curvem di­ante dele; tem zombado e sujeitado inclusive muitos dos que se dizem cristãos, e os levado à queda.
A verdade é que há por aí muitos conceitos er­rôneos e muita ignorância sobre Satanás e seus demônios.
Para muitos Satanás não passa de superstição ou imaginação do homem, corno qualquer outra personagem fictícia. "O diabo é invenção de al­guns para amedrontar os ignorantes e os supers­ticiosos, e impedi-los de fazer o que não convém", dizem aqueles que se dizem "esclarecidos".
Quem pensa assim está equivocado. Enquanto isso Satanás continua a agir livremente, sem so­frer oposição.

Satanás tem Personalidade
Deus, os anjos, o ser humano, Satanás e os de­mônios - todos têm personalidade. E o que é ter personalidade? É ser consciente de si mesmo; ter autoconsciência, consciência que se manifesta através do intelecto, emoções e vontade.
Em toda a Escritura encontramos sinais evi­dentes de que Satanás tem personalidade. E per­sonalidade forte; por isso tem condições de mani­pular. Ele é descrito como um ser inteligente, astucioso e malicioso. E nossa ignorância a esse respeito favorece em extremo sua ação.
Jesus disse que ele "foi homicida desde o princí­pio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da men­tira". (Jo 8.44.)
O diabo não é, como muitos erroneamente su­põem, a mera personificação do mal. Colocar a maldade e a perversidade dentro de um saco e dar-lhe um nome próprio é ignorar a verdade e fe­char os olhos para as evidências dos fatos.
Fazer-nos pensar assim a seu respeito é mais uma das astúcias de Satanás para esconder sua verdadeira identidade. Foi ele o causador do que hoje chamamos "depravação do homem", mas não pode ser confundido com ela. Essa forma de pen­sar transforma-o numa simples abstração do mal. Ele é uma pessoa real.
Ele é inteligente e hostil. Enquanto age, deleita-se em ver as pessoas culpando umas às outras por atos por ele praticados. Essa é uma de suas estratégias: ELE AGE, E OUTRO LEVA A CULPA.
Na Bíblia ele tem nome: Lucifer, Satanás, Belze­bu. (Mt 12.24-27; 2 Ts 2.9; Is 14.12; Jó 1.6; Ap 9.11.)

Satanás tem Intelecto, Emoções e Vontade Própria
A história de Jó deixa isso evidente. Quando o Senhor lhe pergunta sobre Jó, ele dá sua ficha completa. Sabe tudo a respeito de sua vida, famí­lia, pertences. E completa:
"É lógico que ele não blasfema contra ti, pois o Senhor o tem coroado de bênçãos. Mas retira tudo isso e verás se não blasfema contra o Senhor."
Ele é acusador, sente emoções, é orgulhoso, ca­racterística essa bastante evidente em sua perso­nalidade, tanto que organizou uma rebelião contra Deus, no desejo audacioso de querer assentar-se no trono do Senhor do universo.
"Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono... e serei semelhante ao Altíssimo. " (Is 14.13-14.)
Esse modo de se expressar é próprio de quem tem personalidade, inteligência e vontade própria.
Satanás também reclamou a vida de Pedro, para que frustrasse nele o propósito de Deus (Lc 22.31). Esse registro bíblico revela que Satanás tem desejos, ambições, e está determinado a tra­balhar contra Deus e frustrar seu propósito para conosco.
A ira é outro atributo de sua personalidade. (Ap 12.12, 17.) Satanás tem vontade própria. Foi a autodeterminação que o impeliu a tentar destro­nar Deus, para assentar-se no seu lugar.

Insubordinado por Natureza
Satanás luta, e sua luta é contra Deus (Ap 12.7, 8). Ele mantém uma guerra constante contra Deus, mas também contra os salvos. Apresenta-se diante de Deus com intuito único de nos acusar.
Jeová é Deus de bondade. Satanás é o príncipe das trevas. O Senhor tem o domínio de tudo, mas Satanás quer a todo custo dominar. O Senhor go­verna com amor. Satanás governa com dor e im­posição.
O Senhor não fez Satanás. O Senhor fez um anjo, um querubim cheio de poder e beleza. Isaías descreve a posição original que ele ocupava (14.12).
Sua queda, decorrente do desejo de destronar a Deus, é que transformou Lúcifer (cheio de luz) em Satanás (adversário). Por isso foi lançado da pre­sença de Deus, e atirado para o abismo.
Sua astúcia se vê claramente na iniciativa de contaminar o exército de Deus, até então com­posto de anjos. A degradação de Lúcifer evidencia-se quando ele convence um terço de anjos a se re­voltar contra Deus.
O que fez Lúcifer se transformar em Satanás foi a insubordinação.
Lúcifer tornou-se Satanás por causa do pecado; por trás do pecado está um espírito voluntarioso. Por voluntariedade foi que Satanás levantou-se contra Deus, em oposição á sua vontade. Rejeitou a vontade de Deus referente à sua própria pessoa. O orgulho, o desejo de obter aquilo que não pode­ria pertencer-lhe legitimamente foi que o levou à rebelião.
Cuidemos para que nossa vontade não con­fronte a vontade de Deus.

Satanás tem Habilidade Executiva
Os fariseus acusaram Jesus de expulsar demô­nios pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demô­nios. Refutando essa ridícula acusação, Cristo faz referência ao diabo como soberano do reino satâ­nico, e aos demônios como seus súditos.
Cristo não contradiz o que os fariseus pensam sobre Satanás. Os demônios têm um maioral. (Mt 12.24-26.) Cristo o chama de príncipe. (Jo 12.31; 14.30; 16.11.) Paulo, inspirado pelo Espírito San­to, também se refere a Satanás como príncipe. (Ef 2.2.) Ele é um líder.
Satanás é Tentador
Satanás foi o primeiro a pecar. É ele quem tenta as pessoas para o mal (Mt. 4.3). É quem enche o coração das pessoas de maus pensamentos, induz alguém a adulterar, roubar, matar. Ele retirou do contexto porções das Escrituras, e as usou para tentar Jesus no deserto (Mt 4.6).
Nem todos que sabem citar as Escrituras obede­cem-nas. Os espíritas, por exemplo, estão sondo iludidos e enganados, porque textos das Escritu­ras foram incorporados ao evangelho segundo Alan Kardec, e aplicados e interpretados de forma distorcida.
Retirar texto do contexto e citá-los a bel-prazer, com aparência de piedade, é bem próprio de Sata­nás.
O diabo não suporta ver ninguém bem, porque desde o princípio ele se revela como alguém cujo objetivo é derrubar quem está lá em cima. Por isso as tenta para vê-las cair. Isso é da sua natureza. Satanás trabalha contra os filhos de Deus; luta diariamente para frustrar nossos projetos e obs­truir toda ação que possa levar-nos à vitória.
Para realizar seus intentos, pode até operar si­nais, que parecem operados por Deus, com o fito de enganar aqueles que desconhecem a verdade.

Demônios Têm Identidade
Demônios têm nome próprio. Podemos perfei­tamente identificar os demônios que estão-nos perturbando. Quem tem problemas com fraqueza na área sexual, deve orar e repreender o espírito da Pomba-Gira:
"Eu o repreendo; não aceito mais você colocar pensamentos impuros na minha mente."
Aqueles que são apegados a dinheiro, que são materialistas, que só se sentem bem quando têm dinheiro, estão sendo assediados pelo demônio Mamom.
Pessoas orgulhosas, de nariz empinado, cheias de si, estão às voltas com a Maria Mulambo.
Pessoas vazias, que por dentro não passam de sepulcro caiado, mas que por fora ostentam uma aparência falsa, precisam dar nome ao demônio que está alimentando essa sua conduta.
Pessoas rixosas, que vivem brigando, que criam caso por qualquer coisa, que tira a paz da família, gente cricri, intragável, que adora discutir, que faz questão de ter a última palavra, filho que joga pai contra mãe, estão todos sendo instrumento do demônio da discórdia e dissensão, e ele tem nome: Zepelim. Trata-se do demônio que nos centros espíritas são enviados para a casa de quem desejam prejudicar, para fomentar con­tendas. Quem age assim deve expulsá-lo de sua casa e de sua vida.

Demônios Comunicam-se Entre Si
Diz a Palavra que eles andam por lugares ári­dos, e quando um encontra uma casa adornada, limpa, porém vazia., convida outros sete espíritos, piores que eles, para vir habitá-la:
"Oi, Zepelim... Oi, Exu Caveira... Maria Mulam­bo... Tranca Rua... vamos para aquela casa ali... Pra que ficar andando por esses lugares áridos. Aquele lugar é propício a nós."
É isso mesmo. Os demônios não apenas se co­municam, mas são capazes de se organizar e buscar reforço. Quando expulsos, andam à pro­cura de repouso. Se não encontram, confabulam:
"Vamos voltar ao lugar de onde saímos; lá esta­va bem melhor."
"É, vamos ver como está o Fulano de Tal. Será que está desanimado, ou desiludido com a igreja, decepcionado com o pastor?"
E, quando chegarem, precisam encontrar a casa ocupada por Jesus. Preciso estar melhor de que quando os mandei embora. Eles precisam ter uma grande decepção ao retornarem para pertur­bar a minha vida. Têm que me encontrar mais cheio do Espírito, e sem nenhum espaço para agir.
"Que decepção. A casa dele está adornada, Jesus Cristo vive ali. Não podemos entrar..."
Temos que mandar embora os demônios que possam estar tentando entrar em nossa casa, querendo dividir o mesmo espaço conosco.

Demônios se Locomovem
Os demônios são capazes de se deslocar de um lugar para outro, de viajar longas distâncias. Eu estava num manicômio, quando, ao entrar na ala dos doentes considerados loucos, um ra­paz bonito disse:
"O que quer aqui? Eu sou lá da Inglaterra. Veio pra quê?"
"Vim para repreender você; vim para orar e li­bertar esse rapaz das suas garras."
Aos olhos de todos tratava-se de um moço do­ente, mas no caso dele a doença era espiritual; estava possesso.
Quando os deputados, senadores, políticos em geral, deslocam-se para Brasília, muitos levam consigo demônios de sua região, porque estes se locomovem.
Podemos, no poder que há no nome de Jesus, expulsar para bem longe os demônios que por­ventura estejam nos perturbando, como, por exemplo, para os desertos do Saara.

Demônios Têm Memória
São capazes de lembrai o passado. Sabem onde estiveram, e voltam ao lugar de origem: país, ci­dade, localidade, rua, casa, vida. Conhecem o nosso passado, e são peritos em nos lançar em rosto o que fizemos de errado, para nos vergar sob o peso da culpa.
Quem foi homossexual pode estar certo de que o demônio conhece seu endereço. Ele vai voltar, mas precisa achar a casa cheia do Espírito. Quem levou uma vida devassa, dominada pelos vícios, tem batalha espiritual pela frente. Mas ninguém precisa aceitar acusação do diabo. E é bom não esquecer:
O diabo sabe nosso endereço, mas nós sabemos o endereço de_ Deus, e como chegar lá. Jesus é o caminho. (JOÃO 14.6.)

























capitulo dois
Espírito
de Destruição

Contam um fato curioso, porém verídico, ocorri­do na Escócia. Ura príncipe surpreendeu a todos com seu testamento:
"A minha fazenda, com todos os bens nela com­preendidos - porteira fechada -, deixo para o dia­bo."
Mais surpreendente foi a decisão do juiz: aco­lheu o desejo do falecido. O testamento teria de ser respeitado; o governo não poderia confiscar a propriedade, nem loteá-la. Ninguém poderia invadir o local. Seria lacrada.
Assim, para espanto de todos, a linda fazenda, de muitos hectares, campos verdes, plantações, carruagens, passou a pertencer ao diabo. Resul­tado - os animais se dispersaram, muitos morre­ram; a casa foi-se estragando e ficou tomada de teia de aranha e insetos; as cercas apodreceram; o mato cresceu; e tudo ficou bem ao gosto do diabo. O quadro era de total abandono e destruição.
O governo recorreu da sentença, pois, àquela altura, dois anos depois, o local tornara-se infes­tado de ratos, baratas, e refúgio de bandidos e as­saltantes. Mas o tribunal manteve a decisão ante­rior. O desejo do falecido deveria ser respeitado.
A última notícia que se ouviu a respeito da fa­zenda é que caiu um raio sobre o casarão. Está totalmente depredada. E como pertence ao diabo, ninguém quer, ninguém compra.
Enfim, seu estado retrata bem um dos princi­pais alvos de Satanás: ele tem prazer em destruir. Matar, roubar e destruir - é para isso que ele vem.
"O ladrão vem somente para roubar, matar e des­truir..." (Jo 10.10.) O diabo tem ódio de nós. Seu desejo é arrebentar conosco. Quando entra numa situação, não é para brincai".
Certa vez um pastor amigo, viajando com outro pastor, viu surgir de repente na frente do carro um velhinho de bengala. Por mais que manobras­se, não conseguiu desviar-se dele. Viu-o ser ati­rado para o alto, e ouviu o barulho de seu corpo batendo contra o asfalto, e sua bengala voando pelos ares. O carro, depois de rodar na pista, foi parar num barranco, rente a um abismo, e estou­rou ura dos pneus dianteiros.
Os dois desceram para procurar os restos mortais do velho, mas não encontraram nada. O carro não estava amassado, como supunham; estava intacto. Mas logo em seguida ouviram uma gargalhada sinistra. O diabo assumiu a aparência de um velho para matá-los. E quase que chegam ao céu com o som de uma famosa dupla sertaneja ressoando ainda nos ouvidos. For que não esta­vam ouvindo uma música de adoração?
Quando o diabo se acerca de uma pessoa, seja ela quem for, sempre o faz com más intenções. É sempre mal intencionado. Por que desejaria o bem de alguém? Já está condenado, e enquanto isso empenha-se em fazer o maior número de vítimas possível.













capitulo três
O Poder Sedutor do Maligno

Certa ocasião, em visita ao zoológico, presenciei algo que me deixou incomodado. Como cheguei logo que abriram os portões, fui ver as serpentes se alimentarem. Entre elas, extáticos, estavam al­guns ratos brancos e porquinhos-da-índia. O que me impressionou é que as pobres vítimas iam pulando, hipnotizadas, para dentro da boca das serpentes.
As cobras só se alimentam de animais vivos. A cena mexeu tanto comigo, que procurei uma pe­dra para espantar um dos preás.
É assim que o diabo age. Ele seduz e hipnotiza suas vítimas. Que animal ele escolheu para enganar Eva? Uma serpente, "o mais sagaz de todos os animais selváticos". (Gn 3.1.)
Seduzir significa inclinar de maneira enganosa para o mal ou para o erro; desencaminhar. r Ê isso que o diabo faz. A história do jardim do Éden não é nenhuma fábula. As páginas iniciais da Bíblia, como todo o restante, relatam fatos ver­dadeiros. Satanás dirigiu-se ao jardim com o pro­pósito expresso de instigar o casal a pecar, e con­seqüentemente introduzir morte e sofrimento na experiência da raça humana, visto que, da parte de Deus, só havia planos bons para o homem.
O propósito de Satanás era corromper a nature­za, a imagem de Deus no homem, e assim arrui­ná-lo. E ele o conseguiu.
Enganador por natureza, com intenções assas­sinas, valeu-se de uma serpente como agente, possivelmente o mais belo dos animais do jardim. Hoje, aproximadamente 6.000 anos depois, ele lança mão do mesmo artifício. Não mudou de método. Continua atuando de modo indireto, através de seus agentes.
Não sabemos como a serpente foi capaz de arti­cular a linguagem humana, mas as Escrituras afirmam que ela conversou com Eva. (Gn 3.4, 5.) Devemos reconhecer o ocorrido como algo sobre­natural. Satanás falou através de ura agente.
Nem tudo que é sobrenatural provém de Deus. O reconhecimento desse fato explica certos fenô­menos, chamados milagres, associados à idolatria, a orações feitas a Maria e aparições sobrenaturais atribuídas a ela.
Esta tática de seduzir através de sinais (mila­gres) é preferida dele. Ele vai usá-la também quando do surgimento do anticristo.
"Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar... " (Ap 13.14.)
Seu último ato de sedução será no sentido de reunir os povos para a grande peleja contra os santos.
"...Satanás...sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra..." (Ap 20.8.)
Nosso desafio aqui é lutar contra quem é por natureza enganador; que ostenta uma aparência; que faz tudo parecer às mil maravilhas, mas por trás está o que de pior existe. O que começa nos salões de jogos, nas orgias, termina nos hospitais, nas prisões, no cemitério. Aí, sim, é que Satanás mostra quem é de fato - o soberano de um reino pervertido, determinado a desviar-nos da rota que Deus tem traçado para nós.
Mas Deus não nos deixa iludidos. Desejoso de que saibamos quem é o diabo, fez questão de re­velar o que precisamos conhecer a seu respeito. As Escrituras o chamam de sedutor:
"E foi expulso o grande dragão, a antiga serpen­te, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo." (Ap 12.9.)
"O diabo, o sedutor..." (Ap 20.10.)
Só caímos nas ciladas do diabo, se quisermos; não precisamos ser derrotados nem seduzidos por ele, porque Aquele que está em nós é maior do que aquele que está no mundo. (1 Jo 4.4.) Nós temos Jesus.




capitulo quatro
Conversa Fiada
do Diabo

Países de expressão como os listados Unidos, Inglaterra, e a Europa em geral têm sofrido grande abalo, e uma das causas é por não acreditarem na ação demoníaca. Algumas pesquisas nesses países revelam que 52% da população não crêem em demônios.
Mas esse fato têm tudo a ver com a estratégia do diabo para manter as pessoas prisioneiras do en­gano. Vejamos as principais mentiras que ele usa para alcançar seu intento.


Demônios não existem.
Quanto maior o número de pessoas que acredi­tarem nessa mentira, melhor para o diabo. Com isso ele se sente livre para destruir as pessoas, pois, uma vez descartada a hipótese da atuação maligna, torna-se impossível identificar a causa de muita ruína e desgraça.
As pessoas passam a tratar ataques diabólicos com medicamentos, terapia, recursos técnicos, etc. E obviamente não conseguem alívio para os males ou dificuldades, porque não tocam a raiz do problema, apenas os sintomas. Com o diagnóstico errado, medicam-se os efeitos, mas a causa conti­nua intacta.
Saibam aqueles que não crêem em demônios que com isso eles já conseguiram agir na sua vida, nos seus negócios, família, bem mais do que ima­ginam.
Sabemos que muitas doenças são de natureza física, mas não podemos negar é que algumas são setas inimigas, produto de ataque satânico.
Se não creio em demônios, então a esquizofre­nia, paranóia, psicose, insônia, hipocondrismo se­rão encarados apenas como distúrbios mentais ou emocionais. Vou procurar ajuda médica e des­cartar qualquer ajuda espiritual, quando o caso pode ser de opressão maligna.
A verdade é que muitos dos ataques demoníacos são semelhantes a distúrbios mentais e emocio­nais.
Muitos, até mesmo evangélicos, tornaram-se dependentes de remédios, por não reconhecer que sua falta de paz é provocada por espíritos malig­nos. E acham tudo natural.
Não conseguem dormir, tomam logo um com­primido; perdem a fome, tomam abridor de apeti­te; sentem-se deprimidos, antidepressivo. São vi­ciados em comprimidos. E vão levando a vida sem se darem conta de que estão sendo vítimas do di­abo. Afinal, para eles demônios não existem; é fruto da imaginação de fanáticos.


Os demônios atuavam no tempo de Cristo.
Outra mentira deslavada do diabo. Se Satanás agia no tempo de Cristo, age hoje também. Se ata­cava as pessoas àquela época, ataca igualmente em nossos dias. Se a Bíblia fala de lugares habi­tados e dominados por demônios, então existem hoje ruas, bairros, praças, setores e até cidades dominadas por eles.
Satanás continua agindo da mesma forma. Ele oprime, arma ciladas. Não se iludam. O diabo não mudou em nada, não melhorou; ele piorou. Se antes ele atacava milhões, hoje ataca bilhões. Tudo o que a Bíblia declara que ele fazia no pas­sado, ele faz em nossos dias - destruía crianças; fomentava a covardia e a traição; induzia ao suicí­dio; promovia discórdia; destruía lares; jogava ir­mão contra irmão; seduzia cora todas as formas de ocultismo. E muito mais.


Os demônios só se manifestam de forma ostensiva e grosseira.
A influência demoníaca só se evidencia em atos de violência ou pecado grosseiro. Mentira do dia­bo.
Enganam-se os que pensam que, se não há manifestação ostensiva da ação maligna, então o diabo não está presente no ambiente; que, se esti­vesse por perto, se manifestaria fazendo escânda­lo. É isso que ele deseja que pensemos. Ele sabe ser discreto e dissimulado quando lhe convém.
O diabo não se manifesta sempre através de uma pessoa que cai ao chão espumando; nem de uma prostituta que faz questão de mostrar sua identidade através da roupa ousada, pintura ex­travagante, comportamento vulgar; ou no rebolado e maneirismo do travesti. Essas são formas osten­sivas de ele se mostrar. Nesses casos não temos nenhuma dificuldade em reconhecer sua presença e resistir-lhe. Mas ele é craque em disfarce.
Não precisamos temer aqueles que fazem questão de identificar-se como são. Não é costume nosso rejeitar um rapaz por causa do tamanho do cabelo ou porque usa brinco.
Os que me preocupam são aqueles executivos, de terno, bem barbeados, cabelo bem cortado, bigodão, que fazem questão de passar a imagem de machão, mas que são homossexuais. São, são mesmo, mas ninguém sabe, nem tem a mais leve suspeita.
Não receio as pessoas frágeis na fé, pelo contrá­rio, meu desejo é ajudá-las. A Bíblia diz: "Acolhei, ao que é débil na fé..." (Rm 14.1.) Temo, isso sim, a mulher que usa a saia lá no tornozelo, cabelo na cintura, cara lavada, unha por fazer, mas nin­guém nem imagina que ela é prostituta.
Meu receio é com aqueles que mo abraçam o me chamam de amigo, e dizem que estão orando por mim, mas no fundo querem ver minha derrota.
A pior ação demoníaca é a simulada, disfarça­da, com aparência de inocente, mas que age por trás.
Conhecem o "santarrão" que se escandaliza ao ver alguém dançando na presença de Deus, mas em casa ouve Chitãozinho e Xororó, assiste; a filme pornográfico, a programas de TV como "A Escoli­nha do Professor Raimundo", onde o Canabrava ridicularizava a Palavra de Deus, e etc. Olha aí a ação demoníaca.
Quando Davi pulava e saltava de alegria diante do Senhor, Mical, a filha de Saul, julgou sua ati­tude um ato vergonhoso. Deus reprovou sua postura e deixou-a estéril.
As pessoas que mais temo são as que aparen­tam alguma coisa e não são; aparentam ser de oração e na verdade são carnais; impõem a mão na cabeça de todo mundo, e dizem não precisar de que ministrem a ele. Isso é ação maligna. E vem o diabo e lança em nossa mente a idéia de que ele só se manifesta de forma ostensiva. Mas aí até o ímpio o identifica.
Há muitos bodes travestidos no meio das ove­lhas. A capa é de ovelha, mas a natureza é de lobo. O diabo sabe lazer silêncio para não ser identificado, mas pelo poder do nome de Jesus o constrangemos a mostrar a cara.
Pecamos a Deus discernimento para identificar a ação maligna, qualquer que seja a forma em que se manifeste.


Cristãos evangélicos estão imunes aos ataques malignos.
Mentira do diabo. E quem pensa assim, está equivocado. Estamos no mundo, e no mundo te­mos lutas. O que a Palavra garante é que o diabo só nos toca com a permissão de Deus.
Muitos pastores caíram em pecado, outros tan­tos se desviaram do evangelho, e ainda outros, antes firmes em Cristo, estão hoje vacilantes na fé, porque criam que eram imunes aos ataques demoníacos. Consideravam-se "intocáveis", amparando-se erroneamente em 1 João 5.18, que diz que Jesus guarda aquele que é nascido de Deus, "e o maligno não lhe toca".
A recomendação de Deus é que nos revistamos de toda a sua armadura, para nos protegermos dos pés à cabeça. (Ef 6.11-17.) Para nos proteger de quem? Dos anjos é que não é.
Ora, quem precisa de capacete, escudo, coura­ça, espada, senão os que estão em campo de ba­talha?
Quer creiamos, quer não, estamos em luta con­tra as forças espirituais do mal. (Ef 6.12.)
Um homem de Deus foi surpreendido nu, to­mando banho com a esposa, numa cachoeira afastada. Envergonhado publicamente, tornou-se motivo de vexame em Belo Horizonte. Ele já me havia ouvido pregar esta mensagem, em que dei muita ênfase ao fato de que estamos na mira do diabo.
Quem lida com Satanás precisa saber que não está lidando com uma figura frágil. Muitos se metem a ficar batendo papo com Satanás através de pessoas possessas. Isso é brincar com coisa séria. Com Satanás não se brinca. Não encontra­mos na Palavra o próprio Deus dando trela ao inimigo.
Um rapaz, daqui mesmo, fazia entrevista com demônios; mandava a pessoa possessa se arras­tar, amarrava o demônio, e pelo microfone zomba­va dele. Um pastor, mui sabiamente, o advertiu:
"Jesus não brincava com demônios, nem o permitia tornar-se ura show. Não devemos perder tempo conversando com o diabo; a gente o expul­sa, e não quer nada mais com ele."
"O diabo sabe que sou intocável", respondeu confiante.
Lamentavelmente não passaram três meses e ele caiu em adultério.
Quantos homens de Deus se deixaram laçar pela política; trocaram o carro usado pelo do ano, construíram mansão, mas perderam o ministério.
Não nos enganemos. Somos o alvo preferido do diabo. E não fomos imunizados contra sua ação.
Como a jibóia e a sucuri, ele arma o bote e nos ataca sem dó. Se cremos na mentira de que somos imunes, ações demoníacas, que visam a nos per­turbar, tirar-nos o sono e impedir que gozemos a libertação que temos em Cristo, passam a ser vistas como simples problemas naturais, "coisas da vida".
Pensar que o diabo não pode me jogar por terra, que nada de mal vai me acontecer porque aceitei a Cristo, torna-me totalmente vulnerável ao seu ataque. Para que, então, a Bíblia nos adverte a que tomemos "toda a armadura de Deus"? Para que possamos resistir no dia mal.
Não pense você que pode sair por aí dizendo confiante:
"Ah, estou livre; nada me pega..."
Estamos sujeitos não só aos ataques do diabo, mas à queda também.



A libertação de pessoas possessas ou oprimidas dá-se em função da oração poderosa.
Mentira do diabo. Quem liberta a pessoa não é a oração poderosa, mas o Deus todo-poderoso, criador do céu e da terra. Só ele, e nenhum outro. E o Senhor não divide sua glória com ninguém. Minha oração não liberta. A libertação dá-se em função do que a pessoa absorve da verdade. Co­nhecer a verdade é que liberta.
"E conhecereis a verdade e a verdade vós liber­tará." [Jo 8.32.)
Quando num confronto poderoso com as trevas ocorre libertação, o mérito não está no poder da nossa oração. O diabo não sai de uma vida por nenhum mérito nosso. Quem assim pensa pode experimentar uma grande frustração, pois sua saída pode ser momentânea e estratégica. Depois ele volta.
Muitos se prestam ainda a atender a exigências de demônios.
"Sai desta vida, e nunca mais volte", ordenam.
"Se me derem um copo de água eu saio", res­ponde o maligno.
É isso que ele faz no centro espírita. O que o di­abo quer saber é em que se baseia nossa confian­ça para expulsá-lo. É no todo-poderoso Senhor Jesus?
A libertação depende mais da pessoa atingida do que de nossa experiência em libertação. O poder que liberta está no nome de Jesus, e continuar li­berto depende de a pessoa ocupar o espaço deixa­do pelo diabo com a pessoa de Jesus.
"Eu expulso o demônio de uma casa, e ele vai embora; anda por lugares áridos e volta ao mesmo endereço. Se encontra a casa vazia, traz mais sete espíritos, piores que ele, e o segundo estado da pessoa se torna sete vezes pior", disse Jesus.
O diabo é mestre em convencer as pessoas de que não basta sua oração; é necessário o reforço da oração do irmão mais dedicado, do profeta, da irmã consagrada ou do pastor.
Sou pastor, mas minha oração não tem poder especial. A libertação se dá porque a pessoa li­berta absorveu a verdade e ocupou a casa vazia.
Quanto mais absorvemos a verdade, mais vitori­osos nos tornamos.
É mentira do diabo que existem pessoas mais poderosas do que nós. Ele tem todo o interesse em que você compre essa mentira.
Poderoso é o nome de Jesus.
"...Senhor, os próprios demônios se nos submetem  pelo teu nome."
LUCAS 10.17. "...em meu nome expelirão demônios..."
MARCOS 16.17.






















capitulo cinco
Encarando o Diabo de Frente

Certo pastor, numa cidade do interior de São Paulo, passou por uma experiência bastante constrangedora. Ele, que dizia não crer em pos­sessão demoníaca, que tudo não passa de pouca vergonha, foi procurado por uma pessoa:
"Pastor, preciso que o senhor venha a nossa casa, expulsar o demônio da Fulana de Tal..."
Em lá chegando, foi logo dizendo em tom de brincadeira:
"Isso não existe... vamos parar com essa palha­çada..."
O demônio, na pessoa da moça, avançou contra aquele homem, que se viu obrigado a se refugiar debaixo da mesa, tentando escapar ao seu ata­que. E mesmo vendo com os próprios olhos, dizia:
"Essa moça está doida... precisa de uma inje­ção..."
Mas logo chegaram alguns que oraram repreen­dendo o espírito das trevas. Meio sem graça, ele tentou justificar-se:
"É, agora que estou vendo, não tenho com ne­gar; sou obrigado a crer."
Não esperemos ser encurralados pelo diabo para tomarmos uma posição perante ele, e enca­rá-lo de frente.
Fui certa vez chamado para expulsar um demô­nio. Quando estava a um quarteirão da casa, a mulher saiu e começou a gritar no meio da rua:
"Não quero que você venha aqui."
Eu nem sabia em que casa devia entrar. Quan­do cheguei, percebi que a situação era muito sé­ria. Liguei então para a igreja, e pedi a um pastor que fosse me ajudar a fazer frente ao inimigo.
"Isso para mim é sopa. Logo que eu chegar aí esse demônio vai sair", disse o pastor que aten­deu o telefone.
A mulher empunhava uma faca, querendo nos agredir. De olhos abertos, atento aos seus movi­mentos, orei amarrando o demônio. Mesmo assim ela mordia as próprias mãos e arrancava os ca­belos.
Quando o pastor começou a orar, os demônios avançaram contra ele. E ele que havia dito que seria coisa simples, foi-se curvando, curvando... Travei então uma luta espiritual em apoio a ele, e pela primeira vez vi demônios querendo entrar em mim; não um demônio, mas vários. Meus lábios começaram a enrijecer. Tentavam entrar pela mi­nha boca, queriam me sufocar.
Ficamos das 18:00 às 24:00 h para que a mu­lher fosse totalmente liberta. Mas eles tiveram de sair.
O pastor disse que sentiu um peso tão grande nas costas, como se tivessem colocado uns 100 kg sobre ele, por isso foi-se encurvando daquela forma, e se eu não tivesse orado por ele, a sensa­ção é que seria esmagado naquele momento.
"Foi porque você subestimou a situação", disse-lhe. "Nossa luta é contra Satanás e seus súditos. E isso não é brincadeira."
No centro espírita o diabo é prontamente aten­dido; exige alguma coisa, e vão logo atendendo: cachaça, uísque... seja lá o que for. O médium or­dena que saia do corpo em que está-se manifes­tando, e ele diz: "Vou ficar mais 15 min." Ali ele faz o que bem quer, dita as regras, exige, manda e desmanda.
Mas conosco tem de ser diferente. Ordenamos, e eles têm de atender:
"Demônio, em nome de Jesus, sai desse corpo, sai dessa situação, dessa casa, recinto, carro..."
Jesus veio desfazer as obras do diabo. (1 Jo 3.8.) Ele pode nos libertar de quaisquer cadeias que estejam-nos prendendo.
Os demônios quebravam as cadeias com que prendiam o moço geraseno, mas o mantinham preso vivendo nos sepulcros. Jesus o libertou porque quebrou as cadeias que lhe prendiam a alma. (Mc 5.)
Muitas vezes já me senti triste; outras acordei desanimado, sentindo certa perturbação e opres são, como quem não quer nada, sem que houves se acontecido algo que justificasse meu estado de ânimo. Era ataque do diabo. Dobrei então o os joe-lhos e resisti a todas as suas investidas,
Quem tem que sofrer de úlcera, lei problema de coluna, perder o sono, sofrer dos nervos é Sata­nás, não o povo de Deus.
Somos mais que vencedores em Cristo Jesus. Estamos engajados num exército vitorioso. Somos guerreiros de Deus, e não temos motivo para ter medo. Deus espera que através de nós os demôni­os sejam obrigados a fugir. Temos que aprender a resistir a ele, porque nem sempre vamos poder apelar para a ajuda do pastor ou de um irmão mais consagrado. Deus espera que, como guerrei­ros seus, destruamos a fortaleza do inimigo. r O diabo só pode fazer o que o permitimos fazer. É com nossa autorização que ele faz o que faz aqui.
Há muitos cristãos noucateando o inimigo. E eu e você temos que fazer o mesmo.
A Palavra do Senhor diz que nós é que devemos invadir o inferno, e não o inferno vir invadir o nos­so espaço. Se as portas do inferno não prevalece­rão contra a igreja, isso pressupõe ataque da nos­sa parte. Nossa tarefa é ir avançando no terreno inimigo, e os demônios terão que recuar. Podemos dominá-los no poder que há no nome de Jesus.

















capitulo seis
Prisioneiros do Engano

Meu pai, hoje com mais de 80 anos, foi, por mais de 60 anos, participante do maior centro espírita de Belo Horizonte. Certa vez fui visitá-lo, e encontrei-o na varanda da casa, com um copo de água erguido, clamando:
- Que bons fluidos entrem nessa água que vou beber...
- Pai, isso é ignorância demais, falei, Que coisa mais absurda.
- Ignorância coisa nenhuma. Isso é bom de mais; quando tomo essa água, fico curado, sinto-me bem.
- Mas o senhor vive tomando remédios para úl­cera, para os nervos... O senhor não gosta de to mar banho. Que bons fluidos são esses? O senhor não precisa beber essa água consagrada que o di abo inventou. Quem criou a água foi Deus. O senhor precisa, pai, é da água da Palavra de Deus -quem bebe dessa água nunca mais tem sede.
Dei-lhe uma Bíblia, e ele, que serviu a Satanás por tantos anos, hoje é convertido. A verdade o li­bertou.
Muitos são prisioneiros do espiritismo, uma das armas preferidas do diabo para fazer suas vítimas. É impressionante as coisas a que as pessoas se apegam, no que crêem e em que depositam suas esperanças. Já se acostumaram com o engano e a mentira.
Quando prego num congresso ou igreja, muitas vezes aparentemente não acontece nada - as pes­soas não choram, ninguém vem me abraçar, nem me dar os cumprimentos pela pregação; isso, to­davia, não me incomoda, pois tenho consciência de que não é tarefa minha incutir a verdade na mente da pessoas; meu papel é apenas passar-lhes a verdade. Depois, fica com cada um abraçá-la ou não. É disso que depende sua libertação. Só a verdade liberta.
O trato rigoroso que Deus dou a Ananias e Safira dá-nos idéia da seriedade do que é brincar com a mentira. O casai chegou ao ponto de combinar mentir para Pedro a respeito do preço de uma propriedade que haviam vendido. (At 5.1, 2.)
Satanás foi quem os induziu a mentir, a fingir uma generosidade que não tinham, e ambos mor­reram.
O triste desfecho da mentira do casal trouxe grande temor à igreja, porque a mentira fora con­frontada com a verdade. A igreja que acabava de nascer não poderia começar sobre a base falsa da mentira e do engano; precisava firmar-se na ver­dade, para que pudesse cumprir sua missão.
Uma forma bastante comum de amar a mentira é fingir que tudo vai bem comigo, entre mim e meus filhos, que meu casamento está às mil ma­ravilhas, quando tudo vai mal.
Amar a verdade implica admitir que não esta­mos bem, encarar a situação e buscar solução com base na verdade, mesmo que o processo seja doloroso, mesmo que nos custe mais do que gos­taríamos de pagar.
Todos nós precisamos ser confrontados com a verdade.
Lúcifer conhecia a verdade, mas não quis obedecer à verdade.
Somente aqueles que conhecem a Palavra de Deus têm condições de identificar sua linha de ação.
O diabo sabe que a Bíblia é verdadeira, mas continua sendo diabo; tem conhecimento da ver­dade, mas não age em conformidade com a verda­de. Tiago declara que "até os demônios crêem e tremem". (Tg 2.19.)
Satanás conhecia a verdade, mas rebelou-se contra ela.
Deus ama a verdade.
Quero repreender a ação maligna na minha vida? Quero ser uma pessoa livre? Tenho que amar a verdade e odiar a mentira. Rejeitar toda forma de engano, senão me torno uma pessoa opressa e opressora.
Certa vez, enquanto me preparava para falar sobre esse assunto, senti uma opressão muito grande ao redor de mim, uma força demoníaca como que mostrando seu desagrado em que eu le­vasse ao conhecimento das pessoas essas verda­des.
Precisamos exercer autoridade sobre o inimigo, sobre tudo que não for de Deus e estiver ocupan­do nossa mente; repreender toda mentira das tre­vas, todo espírito de engano, e nos firmar na ver­dade.

SE A VERDADE LIBERTA, A MENTIRA APRISIONA.
"E conhecereis a verdade e a verdade vos liberta­rá. " (Jo 8.32.)
Jesus é a verdade que liberta. E quando Cristo nos liberta, o faz para sempre. A obra é completa.
A verdade já o libertou? O diabo o quer prisio­neiro da mentira e do engano. Abrace a verdade, que é Jesus.
"...eu sou a verdade..."
(JOÃO 14.6.)
































CAPITULO SETE
Um Ser da Pior Espécie

Desde que me entendo por gente, sei que o dia­bo é mau e Deus é bom. Ou será que existe al­guém que aprendeu o contrário - que o diabo é bom e Deus é mau?
Não creio. Desde garotinho ouço todos dizerem que o diabo é maldoso. O desígnio do diabo todo mundo conhece. Todos, desde bem pequenos, sa bem que o propósito do diabo é destruir as pesso­as. Ele é sinônimo do mal, do que há de mais per verso e ruim. Satanás é sujo, é imundo.
Pelo fato de fazer parte da Comissão de Direilos Humanos da Secretaria de Justiça, tenho contato com presidiários. Certa vez conversei com uma detenta que havia matado o filho de quase dois anos. O caso foi largamente noticiado pela im­prensa. Como o garoto não parasse de chorar, ela começou a bater na barriga ^ dele, até ao ponto de quebrar-lhe três costelas. À noite ele teve uma hemorragia interna, e veio a falecer,
"Por que você fez isso?" perguntei.
"Não sei explicar. Eu sentia algo pegando minha mão e batendo no meu filho."
Para muitos essa mulher teve um descontrole emocional, ou é apenas mais uma "pobre" vítima da injustiça social. Mas nós que conhecemos a verdade sabemos quem a instigou a cometer um ato tão cruel.
A ação maligna na vida de uma pessoa não aparece só em atos extremos como esse de uma mãe matar o próprio filho. Estão igualmente sob opressão maligna os que fazem orações a santos, que a Palavra chama de ídolos mudos; que acre­ditam cm amuletos e patuáss; que crêem que le­vantar com o pé esquerdo dá azar; ou que o dia vai ser ruim porque um galo preto atravessou na sua frente; que temem passar debaixo de escada; carregam imagens de escultura em procissões; andam com medalhas e cruz no corpo.
Por trás de tais práticas e crenças há um espí­rito de idolatria e de feitiçaria que domina o Bra­sil. Por isso as pessoas não têm forças para abandonar tais práticas, pois estão sob o jugo de um espírito maligno.
O diabo não é apenas inimigo de Deus, é nosso inimigo também; ele não odeia apenas a Jesus, mas odeia também a mim e a você, porque somos objeto do amor divino. Se pudesse nos trituraria e acabaria com a igreja. É inimigo declarado de to­dos os que têm um compromisso sério com Jesus.
Nestes vinte anos à frente da igreja, só Deus sabe o que tenho experimentado como pastor e pai, na luta contra o diabo e seus auxiliares.
Não fosse a proteção do Senhor, o diabo já nos teria engolido vivos; teria destruído nossa vida, como tem feito com muitos. Quanto sofrimento ele tem espalhado por aí - famílias marcadas, pais fe­ridos, filhos abandonados e maltratados.
É próprio do caráter dele usar as pessoas, tor­ná-las objeto seu. Ele as cega a ponto de as pes­soas por ele dominadas beber sangue, lamber fe­ridas, e mais um bocado de coisas terríveis, tudo isso sem noção do que está acontecendo.
Por um bom tempo um rapaz da igreja conse­guiu roubar do gazofilácio, até que um dia um dos contadores das ofertas deu pela falta de um cheque que ele mesmo tinha depositado ali.
E sabem como tudo começou? Alguém que não poderia ficar até a hora da oferta pediu-o que a entregasse por ele. Só que ele reteve parte para si. O passo seguinte foi criar um artifício para retirar direto do gazofilácio. E isso se tornou hábito.
Uma vez descoberto, aconselhamo-no a confes­sar perante a igreja, pedir perdão, mas ele se re­cusou. Então fui obrigado eu mesmo a expor o problema para a igreja, pois fazia tempo que ele vinha roubando. Procurei-o, orei várias vezes por ele, mas em vão.
O impressionante em tudo isso é a aparência dele. Sua aparência é satânica. Sua expressão é demoníaca. Todas as vezes que o encontro im­pressiono com sua fisionomia.
Hoje não possui nada; é uma pessoa arrasada, oprimida. Envergonhado, não vem mais a igreja, e nem tem prazer em vir.
Mas é assim que o diabo gosta de ver as pessoas - sofrendo, padecendo dor, jogadas na sarjeta, na podridão.
Satanás tem prazer em nos afligir. Olhem o que disse um pai a respeito do que o diabo fazia com seu filho: "...onde quer que o apanha, lança-o por terra e ele espuma, rilha os dentes e vai definhan­do... muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar..." (Mc 9.18, 22.)
O possesso geraseno ele levou para morar entre os sepulcros, no meio da podridão; o desejo dos demônios era destruir a vida do homem; e quando saiu dele e entrou nos porcos, lançaram-nos des­penhadeiro abaixo, afogando-os no mar. (Mt 8.32.)
O objetivo do diabo é levar as pessoas a uma vida frustrada, induzi-las ao suicídio, evitando a todo custo que assumam compromisso com Deus.
Seja qual for o caminho pelo qual o diabo con­segue entrar na vida de alguém, ou no seio da igreja, seu propósito é um só deixar as marcas de sua ação devastadora, seu rastro de destrui­ção.















capitulo oito
A Base do
Reino Satânico

A TV mostra o galã da telenovela arrancando suspiros das telespectadoras, mas encobre o fato de que seu filho foi pego traficando drogas e tro­cando tiros no Rio; que a filha se suicidou pára se vingar do pai; que o próprio ator recupera se de um acidente de carro, provocado pelo uso de dro gas e bebidas. Os bastidores não vêm à tela. En cobre-se a realidade; exibe-se a fantasia. É assim a ação demoníaca. Só mostra o lado aparente mente bom do pecado.
Como Satanás é o pai da mentira, e jamais se firmou na verdade, ele procura incutir na mente das pessoas determinadas mentiras, e através delas vai minando sua vida, fazendo as escorregar da Rocha, que é Jesus.
Tudo que o dissermos aqui sobre a ação malig­na, o leitor poderá encontrar em livros sobre ba­talha espiritual. Mas queremos ressaltar, em es­pecial, a base sobre a qual Satanás estabelece seu reino - a mentira.
Primeiro ele incute suas mentiras na mente das pessoas, e as leva a crer que são verdades. Depois ele as induz a amar a mentira. E, uma vez que a pessoa passa a amar a mentira, Satanás terá con­seguido estabelecer seu reino no coração dela.
Estamos preparados para não ser enganados por Satanás?
Quando Jesus chegou à terra dos gerasenos os cidadãos do lugar pediram que se retirasse de sua terra; não desejavam ouvi-lo. O apóstolo Paulo teve a mesma experiência em Atenas. Eles rejeita­ram ouvir a verdade.
Deus quer nos confrontar com a verdade. Todos precisamos de conluio permanente com a verdade, por dois mot ivos:
Pelo conhecimento da verdade é que vem a plena libertação.
O diabo opera através da mentira. Seu ob jetivo é manter-nos nas redes do engano.
Se ele consegue manter a pessoa enganada, consegue mantê-la sua prisioneira.
Entendamos de uma vez por todas: a mentira é a base em que o reino das trevas opera.
O rei Davi disse: "Abomino e detesto a mentira..." (Sl 119.163.)
Nossa maior defesa é detestar a mentira e amar a verdade.
"...amai, pois, a verdade..." (Zc 8.19.)


























CAPITULO      NOVE
Vitória e Derrota de Satanás

A Vitória do diabo teve início no Éden, e resul­tou em sofrimento para a humanidade; resultou igualmente em contenda e desentendimento entre os homens. Aí está o lamentável reflexo da vitória de Satanás sobre a raça humana- lágrimas, dor, doenças, guerra e miséria sobre a terra. Esse é o saldo daquele triste episódio envolvendo o primeiro casal.
Os manicômios, os hospitais e presídios estão aí para atestar a triste realidade da vitória de Sata­nás sobre o homem. Por mais que se construam tais instituições, nunca serão suficientes, nunca sofrerão falta de clientela; a população das ca­deias nunca diminui.
Mas, afinal, em que consiste a vitória de Sata­nás? Em levar-nos a obedecer a sua voz. E há milhões cedendo às suas insinuações a toda hora.
Há milhões, por exemplo, que crêem piamente que são filhos de Deus. Uma das mentiras que o diabo vai transformando em vitória para ele, e derrotas e mais derrotas para a humanidade.
A vitória de Satanás trouxe ao homem o senso de culpa e vergonha, presente hoje em todo ser humano. Todas as pessoas, nem que seja por um momento, já desejaram desistir da vida, outras chegaram a pensar em se matar, vítimas da su­gestão maligna de fuga deste mundo, para não ter de enfrentar a realidade, Tudo obra do diabo.
Todos nós somos frágeis; não fosse a misericór­dia de Deus, nenhum de nós estaria de pé.
A Palavra de Deus diz: "Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia". (1 Co 10.12.)
Muitos brincaram com Satanás e caíram; muitos pensaram que eram fortes, e hoje estão amargando a dor do fracasso. Muitos que não levaram Satanás a sério, que achavam que esse negócio de demônios é brincadeira, hoje estão sofrendo na própria pele a dor da derrota.
Satanás faz suas vítimas em todo o mundo, le­vando o homem ao processo de autodestruição.
Um de seus ataques preferidos é questionar a veracidade das Escrituras. Muitos estão enlaçados por essa sua artimanha. "Foi homem quem escre­veu a Bíblia... Papel aceita tudo", argumentam.
Primeiro o diabo questiona a veracidade do que Deus diz. Seu objetivo é que rejeitemos o que Deus estabeleceu como princípio, e prestemos obediência a ele. Depois apela ao desejo do ho­mem pelo prazer, pela satisfação da carne. Sata­nás apela para a satisfação do corpo, mas Deus promete satisfação plena.
Jesus resistiu às insinuações de Satanás, por­que estava revestido do poder do Espírito e conhecia as Escrituras. Hoje, milhares de pessoas que se dizem cristãs não conhecem a Palavra de Deus. Vivem atrás de profecias, irmão abençoado, pregador famoso, ou opinião dos outros.
Por onde passo costumo perguntar aos presen­tes quantos já leram a Bíblia toda pelo menos uma vez. É impressionante o número inexpressivo dos que se manifestam. Por isso Satanás zomba das pessoas. Jesus resistiu-lhe com a Escritura Sagrada.
Somente aqueles que conhecem a Palavra de Deus têm condições de identificar sua linha de ação e não se deixar enganar por ele.
Queremos então saber em que consiste a com­pleta derrota de Satanás? Consiste em que sai­bamos que ele teme o nome de Jesus. Isso tem si­gnificado prático para nós. Se Jesus Cristo é nos so Salvador e Senhor, podemos tornar nossas as palavras de Paulo a Timóteo:
"...sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu de­pósito até aquele dia." (2 Tm 1.12.)
Conhecemos aquele em quem temos confiado? Estamos sob os cuidados do Filho de Deus? Ele está à direita de Deus Pai, na glória, cuidando de nossos interesses. Estamos seguros e elerna-mente salvos. Ele venceu o inimigo por nós. En­contramo-nos em uma maravilhosa posição. O Espírito de Deus habita em nós, cuidando dos interesses de Deus em nós.
Satanás tem a seu comando um exército res­ponsável pela frustração e miséria de muitos. Deus, ao contrário, tem para nós uma vida de vi­tória.
Existe uma marca por aí, por sinal bastante prestigiada pelos incautos e amantes da moda, chamada Divina Decadência. Não existe decadên­cia divina, nem jamais existirá. Deus é Senhor ab­soluto. Quem está condenado à queda e ao fra­casso é o diabo e seus auxiliares. O que é divino está em plena ascensão, destinado ao sucesso, à vitória. Negue-se a pagar caro uma etiqueta inspi­rada no inferno.
Satanás tem usado pessoas de dentro da igreja para confundir os que estão servindo a Deus. Muitos, que se gabam de não ter identificação com nenhum dos segmentos evangélicos, que vi­vem como borboleta, pousa aqui, pousa ali, sem compromisso, têm sido instrumento do diabo para desestabílizar os incautos.
Pessoas decepcionadas com líderes espirituais e pastores são presa fácil do diabo; este lança a sua rede e apanha muitos desses. Por que será que aqueles que se dizem decepcionados com pastores não param de comer, de passear? Não. A primeira coisa que fazem é deixar de ir á igreja. Não perce­bem que se trata de uma seta do diabo, uma cilada daquele que quer a nossa derrota.
"Olha, tome cuidado para que Satanás não al­cance vantagens sobre você", diz o apóstolo Paulo.
Como é que permitimos a Satanás alcançar vantagem sobre nós? Da mesma forma que Eva fez - acatando suas sugestões, dando ouvidos às distorções que ele apresenta da verdade.









CAPITULO DEZ
Ataque à Igreja

Se Deus e Satanás montassem uma exposição, a mesa de Deus teria bondade, mansidão, amor, benignidade, domínio próprio, carinho, alegria, paz, respeito. A do diabo teria ciúme, tristeza, maledicência, inveja, agressividade, prostituição, opressão, gritaria, assassinato, roubo, mentira, sexo entre homens, sexo entre mulheres, sexo com animais, vícios, jogatina.
Para nos abater, os demônios usam de todos os artifícios. Para o mundo ele tem alcoolismo, AIDS, sífilis, loucura, hospício, suicídio, destruição, ca­deia, presídios, hospitais. Para a igreja do Senhor ele reserva tristeza, desânimo, acusação, fofoca, contenda, inveja, mentira, blasfêmia, inimizades, gritaria, visão negativa da igreja, perda do primei­ro amor, fomenta ciúme entre nós, deseslimula nossa comunhão com Deus.
Uma coisa que precisa entrar na nossa cabeça é que a obra de Satanás consiste em nos derrotar, tornar-nos pessoas frustradas espiritualmente, anular em nós a vontade de orar, de ler a Bíblia, de participar de uma classe de estudo bíblico, comprometer nossa fidelidade na contribuição e na prática do amor.
Embora lance mão de tudo isso, empenha-se principalmente em desanimar-nos com a obra de Deus e desestimular-nos na nossa caminhada cristã. Usa todo o seu arsenal para nos imobilizar. Se nos vê parados, então ele está satisfeito. Para tanto ele levanta um sem número de questiona­mentos em nossa mente, que à primeira vista pa­recem inocentes - a visita que você esperava que o pastor lhe fizesse quando estava doente, mas não fez; o último escândalo que estourou entre o povo de Deus; o projeto que a igreja está tocando, mas com que você não concorda; o comentário negativo de um irmão sobre a liderança; a con­duta indevida ou suspeita de alguém que está no altar, o atropelo de nossa autoridade como líder do louvor... e por aí vai.
Pessoa desanimada é aquela que faz Deus sentir náuseas. Isso mesmo. Que provoca nele vontade de vomitar. Ê o tal "água morna". Não é frio, nem quente. O tipo de filho cm que Deus não tem prazer. Ou então é do tipo "onda do mar" - ora lá em cima, glória a Deus! Aleluia!; ora lá em baixo, desanimado, cabisbaixo, pessimista.
O desânimo é o apetrecho satânico de maior impacto sobre nós. Se eu perguntasse, nas igrejas onde prego, quem já caiu em desânimo em sua caminhada com Deus e com a sua obra, ficaría­mos impressionados com o percentual. E se ou­víssemos o relato de alguns referente a esse perí­odo, seria algo muito triste, opressor.
Por quê? Porque quando estamos desanimados, só vemos defeitos, enxergamos desvantagem em tudo. Perdemos Deus de vista, e Satanás apro­veita para se mostrar. Por isso a pessoa desani­mada torna-se uma influência maléfica nas mãos do diabo, pois tem o potencial de contaminar o grupo a que pertence.
A Palavra de Deus está cheia de expressões de incentivo - tende bom ânimo; não temas; não te desanimes; sê forte, corajoso, inabalável.
"Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifi­que-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor." (Sl 27.14.)
"...No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. " (Jo 16.33.)
"...Não temas, nem te desanimes, porque o Se­nhor Deus há de ser contigo; não te deixará nem te desamparará, até que acabes todas as obras para o serviço da casa do Senhor. " (1 Cr 28.20.)
""Sê forte e corajoso...(Js 1.6.)
" Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão." (1 Co 15.58.)
Quando atacados pelo desânimo precisamos declarar: "Em nome de Jesus Cristo, eu rejeito o desânimo das trevas em minha vida. Quero ser uma pessoa sempre animada, sempre bem dis­posta, que tem prazer de viver."
É terrível conversar com uma pessoa desani­mada. Quando menos se percebe, a gente foi contaminada.
Mas, se o desânimo é contagioso, o entusiasmo é contagiante. Ele envolve as pessoas e as faz crescer. Eu quero ser sempre entusiasmado, para a glória de Deus. Eu me nego a ser instrumento nas mãos de Satanás para puxar as pessoas para baixo.
Não deixe o desânimo invadir sua vida e abatê-lo; não permita que Satanás o afaste de nada. Seja uma pessoa participativa. E lembre que esse é o principal ataque de Satanás contra a igreja - o desânimo.











Conclusão

A verdade nos liberta. Mas a liberdade tem um preço. Uma vez libertos, precisamos saber como permanecer livres.
"Para a liberdade foi que Cristo nos libertou ", mas muitos se sujeitam novamente a jugo de es­cravidão. (Gl 5.1.)
1. Afirme a vitória de Cristo. Confesse a vitória de Cristo sobre sua   vida, a vida de seus entes queridos, sobre a circunstância que está enfren tando. O diabo nao gosta de quem toma posse das vitórias de Cristo. Ele gosta quando alguém diz: "Cristo não me ama. Nada dá certo para mim." Não existe palavra de teor mais falso que essa: NADA! Você tem oxigênio para respirar? Seus rins, fígado estão funcionando? Seu coração con­tinua batendo? Então, como diz que nada dá certo para você? É mentira.
2. Afirme a derrota de Satanás. Devemos fazer isso principalmente quando estivermos orando:
"Olha, diabo, você é um derrotado, você já foi vencido por Jesus. Você foi humilhado na cruz. Satanás, você não tem autoridade sobre o meu marido, meu filho. Mais cedo, mais tarde você vai ter que largá-los, porque eu os estou santificando ao Senhor. Eles são a imagem e semelhança de Deus. Você já perdeu a força sobre a vida deles."
3. Exerça a autoridade que tem sobre Sata­nás. Expulse-o; não o convide a sair, não. Jesus o venceu; o sangue dele está sobre nós; temos o po­der do Espírito Santo, porque ele habita em nós, Precisamos tornar-nos ousados, e encará-lo de frente. Tratá-lo com ousadia e intrepidez. Muitos limitam-se a fazer um apelo choroso a Deus, pe dindo socorro: "Ah, Senhor, sou tão fraco, tão de bilitado..."
Como fala um soldado? Implora ou sugere que o inimigo saia? Não. Exercer autoridade não é su­gerir ao diabo que saia. Expulse-o.
Já me aconteceu de perder o sono à noite, e quando entrei na sala de casa percebi demônios tentando entrar pela janela. Exerci então a auto ridade que tenho em Cristo, e os expulsei.
Temos ao nosso lado Jesus Cristo, o inabalável opositor de Satanás. Ele se ajoelha ao pés de Jesus. Aquele que tem todo o poder nos céus e na terra é o nosso Sumo Sacerdote (Hb 4.15), que se compadece das nossas fraquezas, mas sobretudo Aquele que nos conferiu autoridade sobre o diabo e suas hostes:
"Eis que vos dou autoridade... sobre todo o poder do inimigo..." (Lc 10.19.)
4. Vigie. Satanás tem a seu serviço uma equipe - mensageiros e líderes - que trabalha 24 horas por dia para nos derrotar, levar-nos a murmurar, fazer com que fiquemos maquinando o mal, fazer com pensemos só coisas ruins, dispersar nossa atenção na igreja, tornar-nos revoltados contra tudo. Enfim, impedir-nos de viver a vida plena que Deus tem para nós.
"Sedes sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso ad­versário, anda em derredor, como leão, que ruge procurando alguém para devorar." (1 Pe 5.8.)

Ele não é um leão, ele brama como leão; é as­tuto, sujo, imundo; ele tenta imitar a Cristo. Ruge como leão, mas o Leão é Jesus.
Precisamos envolver-nos com pessoas que crê­em no poder de Deus, que nos nos dêem apoio e incentivem a não ceder espaço para o inimigo.
Para lutar contra o diabo é preciso conhecer as suas armas e ciladas. Seu intento é enfraquecer-nos.

A VIGILÂNCIA É O PREÇO DA LIBERDADE.
Precisamos ser vigilantes. Vigilância ao lidar com o sexo oposlo. Vigilância com as pessoas que levamos para dentro de nossa casa, para o nosso convívio; com piadas imorais; com as amizades pouco recomendáveis.
Não podemos dar brecha ao diabo, porque ele quer nos destruir; se puder provoca uma situação e joga por terra, tudo que fizemos até hoje. Temos que ter vigilância constante. Muitos caem por falta de vigilância.
5. Resista ao diabo. Não ceda terreno para ele. O diabo não pode com quem crê na Palavra de Deus. Ele não pode com aqueles que são sóbrios, que estão lutando por ter uma vida de santidade. Não resiste aos que crêem no poder do nome de Jesus.
Para agir no plano físico e realizar com êxito sua obra, Satanás precisa de corpo. Sem corpos através dos quais agir a ação dos demônios fica bastante limitada. Se pudessem, entrariam no meu ou no seu. Os piores males que os demônios nos causam, eles os fazem através dos que se prestam a ser seus instrumentos.
De Gênesis a Apocalipse encontramos os demô­nios tentado impedir a manifestação de Deus, agindo através de um corpo. Cuidemos, pois, para que ele não use nossas mãos, boca, olhos, pés para destruir a vida dos outros.
"...resisti ao diabo, e ele fugirá de vós."
TIAGO 4.7.
"Resisti- lhe firmes na fé..."
1 PEDRO 5.9.

6. Conte com o auxílio divino. Não confie nas próprias forças, mas na força que há no nome de Jesus. Revista-se de toda a armadura de Deus, em preparação para o conflito. A batalha não se dá no âmbito físico e material, mas no espiritual.
Batalha espiritual é luta contra Satanás, contra as trevas. Quando alguém entra numa batalha sabe que não pode se descuidar.
Precisamos todos conscientizar-nos de que es­tamos lutando contra as forças malignas, contra as hostes demoníacas que operam nos filhos da desobediência.
O império de Satanás é constituído de seres fortes, sem o mínimo de escrúpulo e noção de respeito, empenhados em fazer tudo para nos ver no chão - a nós e nossos queridos.
Deus põe a nosso dispor tudo de que precisa­mos para enfrentar as hostes malignas e derrotá-las. Lutando com os recursos de Deus sairemos vitoriosos contra nosso inimigo.

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